Prêmios e punições para reforçar as condutas da criança

Ninguém nasce sabendo e, as crianças, repetem-se ou não uma conduta em função de suas consequências. O sistema de prêmios e castigos é um dos métodos que ajudam os mais pequenos adquiram o hábito da maneira de se comportar. Aplicá-los adequadamente é importante

EFE/Biel Tempero

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O sistema de pontos, o de elogios e louvores, punições eficazes ou a retirada da criança de situações desagradáveis são diversas táticas que, desde que temos o uso da razão, nos ensinam a agir em uma ou outra direção. Além disso, são os pais que têm de descobrir o quão importante é a atenção que prestam para reforçar os comportamentos da criança.

Mais uma vez, a psicóloga Supernanny , guia-nos para fazer um bom uso de recompensas e punições para canalizar a ansiedade ou a agressividade. Mas, onde está o segredo para obtê-lo? Nas conseqüências. E é que um simples beijo depois de recolher os brinquedos pode ser uma experiência positiva para a criança, algo que reforça que aumenta as possibilidades de que volte para buscá-las no dia seguinte.

O que são?

Os prémios e castigos são o resultado dos sucessivos comportamentos e determinam que, em uma situação parecida, se repitam ou não. Antes de usá-los, é necessário que se tenham em conta três aspectos:

  • É imprescindível aplicar todas as técnicas em conjunto para que eles funcionem.
  • Um prêmio é algo que é gratificante para quem o recebe.
  • Um castigo, só pode ser considerado como tal quando quem o sofre, vive como algo negativo.

Algo que, geralmente, não nos damos conta é que, se a criança se lhe presta atenção quando chora, cola ou chore, se reforça a sua conduta, embora a intenção seja a contrária. O pequeno monopoliza a atenção de seus pais, e isso para ele já é um prêmio suficiente.

A chave é não cair no erro de escolher apenas as condutas negativas, já que isso impede de observar e avaliar as positivas, com o qual se corre o risco de que não as repita.

Tempo fora

É uma técnica que, a especialista aconselha e que consiste em retirar a criança da atividade que está realizando e levá-lo a um espaço onde não haja entretenimento durante um certo tempo. É dinheiro que se cumpram alguns requisitos:

– Devem desaparecer dos realçadores que mantêm a conduta.

– Você tem que avisar a criança de que, se você insiste em tal conduta, pode levá-lo a um lugar onde não haja entretenimento durante um determinado período de tempo.

– O local escolhido não deve fornecer à criança um tipo de entretenimento. “Se você o leva ao salão e pode ver desenhos animados, não viverá a mudança como uma consequência desagradável de seu comportamento”, garante a psicóloga.

– A retirada da actividade não deve dilatar-se no tempo. Pode-Se seguir um critério relacionado com a idade da criança, por exemplo, um minuto por ano.

– Os pais devem ter claro que a criança vai cumprir a medida. “Se acabam enfrentando-se com ele ou persiguiéndole por toda a casa para que permaneça no local escolhido, se tornará um jogo gratificante para ele”.

– É necessária consistência e firmeza na aplicação. Há que se lembrar que, se não se aplica sempre que se dê o comportamento inadequado, voltará a aparecer.

– Esta técnica deve-se combinar com outras, como dar à criança uma tarefa reconstrutiva e reforçar as condutas alternativas.

O que fazer diante de uma birra

Entre as condutas que mais preocupam os pais, encontram-se as míticas birra. Se tira o chão, põe-se a chorar e a dar pontapés, seja em casa, na rua ou em qualquer lugar público.

Sim, há que se lembrar que deve ser acompanhada por um reforço de comportamentos positivos: o atendimento à criança quando parar de chorar, não importa o que tenha feito durante a birra.

É uma conduta típica de crianças de 2 e 3 anos e os passos a seguir antes dela são:

  1. Ignorar a conduta e continuar o que você estava fazendo.
  2. Expressar na primeira pessoa o efeito que provoca a sua atitude, como é “eu estou enfadando muito”.
  3. Usar palavras-chave ou frases curtas como “suficiente” ou “acabou-se”.
  4. Dizer calmamente o filho que não vai conseguir o que quer: “desculpe, eu não vou comprar bugigangas”.
  5. Aumentar o com firmeza qual é o comportamento que se espera dele: “quando se tranquilices e deixe de chorar, eu te atendo”.
  6. Retirar-se da situação e dar à criança um tempo para refletir.

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