Preparados para o Natal

No Natal não é ouro tudo o que brilha. Aos presentes, a família e a gastronomia se une uma boa dose de estresse e alguns riscos para a saúde. Para enfrentar estas festas, você tem que se preparar

EFE/Kay Nietfeld

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Durante quase duas semanas, com dias muito especiais, nos dedicamos ao ritual da celebração. Natal não só afetam o nosso organismo, também o nosso estado de espírito se altera.

Sua receita emocional é manter viva a expectativa para obter um melhor resultado, e de praticar “a aceitação em frente à frustração: se não der certo, não se preocupe, fique triste, um tempo que já vai passar”.

Reconhece que o Natal é um período de intensas emoções, onde podemos extrair o que de positivo e viver a oportunidade de romper com a rotina diária. As experiências com os outros podem ser mais próximas, “mais de pele a pele”. E se não é assim, tem que tentar vê-lo como algo normal, onde não é obrigatório ser feliz.

As pessoas pobres e que sofrem de solidão podem ser especialmente afetadas pelas mensagens de paz, amor e alegria. “Se você sente que sua vida não atende a essa expectativa, no Natal você se olha no espelho e pode afundar-se mais”, afirma o especialista do Instituto Madrid de Psicologia.

Aconselha que as pessoas cuja relação com a família seja má, aproveitem as festas para celebrarlas com os amigos, “o familiar nem sempre é a pessoa mais próxima de sua vida”.

Cuidado com os excessos na mesa

E uma das formas mais tradicionais de festejar o Natal é comendo e bebendo. E, às vezes, os excessos são pagos. Para evitar as consequências é conveniente seguir os conselhos de Susana do Poço, diretora de Análise da Fundação Espanhola de Nutrição.

  • Evitar os excessos, ainda que variemos nossa dieta ao incluir pratos diferentes de outras épocas. Se em vez de três pratos, tomamos cinco, devemos comer pequenas porções para que a nossa ingestão se ajuste às nossas necessidades de energia.
  • Encaixes de balanceamento: As refeições ricas em proteínas e gorduras podem ser acompanhados de guarnições de legumes tão tradicionais como a lombardia ou hidratos de carbono para equilibrar.
  • Fruta entre as refeições: se o doce é a sua sobremesa estrela para o Natal, pode ser compensada com a ingestão de fruta a meio da manhã ou no lanche.
  • Aumentar a atividade física: caminhar, passear, se estamos de férias e se trabalhamos aproveitar saímos para uma paragem antes do transporte público ou subir as escadas. Pequenas atividades que não nos levam muito tempo, mas sim nos ajudam a que o gasto de energia seja um pouco mais elevado.

Também as alergias alimentares podem aparecer mais intensamente durante o Natal, como alerta a Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica perante a escolha errada ou imprudente de um menu.

Recomenda-se que os anfitriões tenham em conta os convidados que sofrem de alguma alergia a hora de preparar o cardápio e os afetados aconselha que pergunte suas dúvidas sobre a preparação dos pratos, que evitem alimentos desencadeantes e que tenham sempre a mão um autoinyectador de adrenalina.

O início de um choque anafilático é muito repentino (varia desde alguns minutos até duas horas), com um declínio rápido e pode resultar em morte se não se consegue administrar adrenalina a pessoa afetada.

A chamada para o 112

E quando isso acontece você deve ligar imediatamente para os serviços de saúde de urgência. Álvaro Trampal, representante da Associação Espanhola de Emergência 112, comenta que os avisos por reações alérgicas são uma constante. “Sobre tudo o marisco. É gente que não sabe que é alérgico ou “sim, você sabe e se põe para cima”, adverte.

Mas acima de tudo no Natal o telefone do 112 soa para avisar de intoxicações etílicas, na maioria dos casos de jovens em via pública. Mas também tiveram que recorrer a algum local para atender alguém em um jantar de uma empresa ou de amigos.

Também aumenta nessas datas, embora ligeiramente, as tentativas de suicídio. Natal “é um agravante para as pessoas que estão sozinhas e pobres”, comenta o médico.

Dez riscos para a saúde

Francisco Camarelles, médico de família e membro do Grupo de Educação para a Saúde das Sociedades de Medicina de Família e Comunidade (semFYC), resume o decálogo dos riscos de natal:

  1. Compulsão alimentar: quantificar o que comer e com que freqüência. Entrar limite. Não é bom cair em pouco saudáveis e, em seguida, apenas comer em dois dias. Em caso de preocupa tomar antiácidos e dieta baixa em gordura.
  2. Consumo de álcool: o Natal convidam a beber mais. Há grupos que não devem nem experimentá-lo: condutores, grávidas, doentes, crianças e adolescentes. Os que podem consumir devem fazê-lo com controle, alternada com bebidas sem álcool.
  3. Tabaco: a exposição ao fumo ambiental do tabaco é prejudicial, em especial para crianças e idosos. Se você fuma em casa, deve ser feito na janela. Também é uma época de propósitos e um deles pode ser deixar de fumar.
  4. Natal perturbado psicologicamente e estresa. Se sofrem as ausências e aumenta a tristeza. Os médicos não aconselham medicação pontual com ansiolíticos ou antidepressivos. “São situações humanas, que não há porque medicalizar, é normal e passageiro”.
  5. Não abandonar o exercício físico.
  6. Higiene:lavar-nos sempre as mãos, principalmente na hora de manipular os alimentos na cozinha. É o principalEFE/ Maurizio Degl Innocentivehículo de transmissão de germes. Manter os alimentos na temperatura adequada para evitar intoxicações.
  7. É época de muito frio: os resfriados e as gripes estão na ordem do dia.
  8. E para combater esse frio se podem empregar o uso de fogões e braseiras que devem ser controlados para evitar sopros de gases.
  9. Tempo de viagem. Reforçar a segurança no automóvel: a cadeira de crianças, usar sempre o cinto de segurança e descansar a cada duas horas.
  10. Podem ocorrer lesões, quedas, acidentes em casa: queimaduras, pequenos choques por enfeites luminosos..São incidentes de pouca entidade e que se resolvem com autocuidados.

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