Prepare-se dois dias antes para o “jet lag”

Chega a mudança de hora que abre as portas para o inverno. Anochecerá antes e amanecerá antes atrasando o relógio 60 minutos. Um especialista da Sociedade Espanhola de Neurologia nos oferece um repertório de sugestões para que a mudança seja gradual e não prejudique a saúde.

EFE/DPA/Achim Scheidemann

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Qualquer mudança que afete a nossa rotina produz efeitos no corpo. O melhor exemplo é a mudança de horário que realizamos no inverno, onde a busca da felicidade é pessoal, uma hora o relógio com a finalidade de economizar energia. Será na madrugada de domingo 27 de outubro, quando às 3 os relógios devem viajar para as 2.

De acordo com o doutor Carlos Rodrigues Juste, membro da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), a melhor maneira de se adaptar ao leve “jet lag” que com certeza teremos o domingo de manhã é começar a percorrer nossos hábitos de uma hora antes do amanhã, sexta-feira.

“Que sexta-feira se pareça um pouco com o que vai ser no domingo, para que a mudança seja progressivo e não nos preso na segunda-feira no trabalho. O melhor é o de modificar os tempos de refeições e descanso e fazê-las mesmo que seja meia hora antes”, explica o especialista.

O que é bom, ele acrescenta, é que o corpo se acostuma mais rápido para o horário de inverno que no verão, quando anunciamos o relógio e, portanto, vai perder uma hora de sono.

Os mais vulneráveis

Segundo comenta o neurologista, Carlos Rodrigues, há patologias que são mais suscetíveis a uma mudança de rotina deste tipo. A epilepsia e a enxaqueca são dois exemplos, e as pessoas que as possuem devem estar mais brincos de saber como se adaptar.

No caso da enxaqueca, em pormenor, o que acontece é que o cérebro reage diante das horas de sono. Quer sejam mais ou menos do que as habituais, há um desequilíbrio que pode acabar em dor de cabeça intensa.

A eles, assim como a qualquer outra afecção cuja medicação tenha um horário rigoroso, Rodrigues dá o mesmo conselho de percorrer o horário, pouco a pouco, um par de dias antes, para que o corpo não sinta a mudança de forma brusca.

Claro, não devemos negligenciar as crianças e os idosos, já que eles também tendem a ser mais vulneráveis a qualquer variação em sua rotina.

Adaptação, o único remédio

O bem de nosso corpo é que consegue ligar-se a quase qualquer circunstância e, neste caso, só vai levar uma semana para se adaptar.

“É o mesmo que quando se realiza uma viagem. Embora o câmbio seja de apenas uma hora, a pessoa se sente mais cansada, mas, em poucos dias, se recupera e deixa de sentir-se mal. Algumas pessoas sofrem mais o distúrbio, mas, no final, todos nos acostumamos”, diz o dr. Rodrigues.

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