Prevenção, anti-envelhecimento e diagnóstico precoce: medicina cardiometabólica

, Uma senhora se tome a pressão arterial, na tenda instalada pela Fundação Espanhola do Coração na plaza Mayor de Madrid. EFE/Chema Moya

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

Este manual, que acaba de ser publicado, leva o título de “Controle global do risco cardiometabólico” (Ed. Diaz de Santos) e analisa a disfunção endotelial como alvo preferencial; é o segundo volume de um primeiro livro, lançado em 2008, também com prefácio de Fuster, diretor do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares (CNIC).

O endotélio é a camada de células que reveste o interior dos vasos sanguíneos e o seu estado tem relação direta com o grau de saúde das artérias.

O doutor José Saban é o responsável pela Unidade de Endotélio e Medicina Cardiometabólica do Hospital Ramón y Cajal de Madrid, onde coordenou este trabalho, que contém 107 capítulos e o que os cardiologistas Henrique Proposição Cardiel e Francisco Fernández Avilés participaram como co-editores.

Prefácio de Valentin Fuster

Em sua colaboração com este manual, o doutor Igor lembre-se que já no prólogo do primeiro volume, em 2008, alertou que, se não se realizou “ações preventivas excepcionais”, o número de morbimortalidade cardiovascular iria aumento “e o tempo deu-me razão”, precisa agora.

“Vamos a caminho de 2020 -acrescenta Fuster – e nada faz suspeitar que a tendência se venha a mudar, se não se modificam drasticamente os maus hábitos de nosso atual estilo de vida e otimizar os cuidados médicos”.

Fuster salienta as contribuições deste segundo volume sobre o controle global do risco cardiometabólico e destaca aspectos como a abordagem que faz do envelhecimento, as técnicas de imagem de última geração, as células-tronco, medicina nuclear, genética e os avanços em engenharia cardiovascular.

Saban: livro preditiva e preventiva

Saban destaca-se no livro o valor preditivo e preventivo da medicina cardiometabólica e a sua capacidade para se integrar em uma mesma linha de trabalho médicos gerais, cardiologistas, neurologistas, vasculares, endócrinos, geneticistas e biólogos.

O editor também acentua que, neste trabalho, “o envelhecimento é abordado pela primeira vez, como se fosse uma doença, suas causas, mecanismos e, neste caso, até mesmo o seu tratamento e prevenção”.

Os capítulos deste volume se estudam e analisam uma série de aspectos médicos relacionados à saúde cardiovascular, como a obesidade, a diabetes ou a hipertensão, entre outros.

Apresentação entre amigos

Ontem, na apresentação deste livro, no hospital Ramón y Cajal, junto a Saban intervieram os doutores Proposição Cardiel, presidente de honra da Sociedade Espanhola de Cardiologia, além de co-editor; o catedrático de Fisiologia Médica da Universidade de Aveiro, Manuel J. Castelo; e o professor e cientista argentino Ricardo L. Armentano.

Castelo destacou a “impaciência” do doutor Saban em sua atividade de pesquisa e ressaltou a sua capacidade para antecipar em medicina ideias que só um tempo depois serão reconhecidas de forma generalizada, enquanto que Armentano qualificou-se esta obra como “padrão ouro” das doenças cardiometabólicas e como um trabalho próprio da época renascentista.

A Cada três minutos ocorre uma morte por doenças cardiovasculares, revelou na apresentação do livro, ao mesmo tempo em que Asin Cardiel colocava o foco na enorme magnitude destas patologias e em uma abordagem integrada e multidisciplinar dos escritos neste livro, que coloca o endotélio e a sua evolução no alvo do envelhecimento.

José Saban agradeceu a sua equipe de colaboradores, os esforços realizados para a conclusão desta obra e queixou-se de poucos recursos que o hospital tem dado para a Unidade de Endotélio, que dirige há mais de 15 anos.

“O homem tem a idade de seu endotélio e de suas artérias”, disse o doutor Saban, que apontou que entre os 150 autores que compõem a obra, há pesquisadores nacionais e internacionais, muitos deles jovens.

Nesta apresentação, em sala de Aula José Ortuño do Pavilhão Docente do hospital Ramón y Cajal, participaram cerca de 200 pessoas, entre elas muitos dos pacientes que é a Unidade de Endotélio, que dirige Saban, familiares e profissionais da saúde e da medicina.

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