Prevenção e bons cuidados para a linguagem médica

A linguagem que coloca nomes da medicina, desde os médicos até os nossos dias, não se liberta do tratamento de qualquer doença deve ter. A Academia de Medicina reforçará o presente e o futuro da comunicação científica em português com um dicionário portuguesa de termos médicos

EFE/Sebastiao Moreira

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Seja o tu a tu, médico-paciente, ou em comunicação digital para meio mundo, a linguagem utilizada por aqueles a quem confiamos nossa saúde, guarda a sabedoria de sempre e explica, por sua vez, os grandes avanços da medicina atual. Este papel requer prevenção e cuidados específicos também para a linguagem, o veículo com o qual nos desenvolvemos e legamos nossas experiências.

A Real Academia Nacional de Medicina (RANM) está absolutamente consciente com este objectivo, e vai colocar tudo de sua parte para que o português seja uma língua de comunicação científica de primeira ordem”. Assim o expressou o seu presidente, o professor José Poch, na sua intervenção durante o Fórum de Debate “A linguagem médico em português: presente e futuro”, organizado pela RANM em colaboração com a Fundação Lilly, através de sua iniciativa MEDES.

Essa aposta para o futuro da Academia por um médico linguagem comum, se vai concretizar em um Dicionário Portuguesa de Termos Médicos, através de ALANAM (Associação latino-Americana de Academias Nacionais de Medicina).

“Nosso atual Dicionário, publicado há dois anos e meio, é o ponto de partida para uma nova fase em que vamos continuar a reforçar o papel do português e, desse modo, preservar e enriquecer o nosso património linguístico”, explica o presidente.

Um dicionário que, afirma o professor Poch, esclarecer conceitos dudodos e denominações equívocas, contribuirá para a correção da linguagem médico apontando erros frequentes e a forma de corrigi-los, propor termos espanhóis para evitar o uso desnecessário de anglicismos e a melhor forma de adaptá-los.

“Por um médico linguagem comum: uma aposta no futuro”

Este é o objetivo que resume os esforços da RANM entre muitos de sua competência. Assim o afirmou Poch em sua palestra que ressaltou o fato de que a medicina tenha acompanhado o ser humano desde sua existência: “esta idade tem propiciado a criação de uma linguagem específica que foi absorvido durante séculos, as vozes, as normas e as modas vigentes em cada época”.

Os avanços da ciência envolvem a criação de um grande número de termos específicos e técnicos incorporados precipitadamente. “Isso pode fazer com que a gíria dos médicos passe de ser um instrumento de precisão para um perigo para a comunidade científica”, afirma o presidente.

O inglês se tornou a língua de intercâmbio científico internacional, não há que negá-lo, mas tomá-lo como aliado. “Temos de aceitar neologismos, mas, de acordo com os fundamentos da nossa morfologia, ortografia e gramática. O que carece de toda lógica é a incorporação de anglicismos crus por mera conveniência ou esnobismo”, garante Poch.

O espanhol é a língua resultante de todos os que falam espanhol no mundo e dentro do mesmo, a linguagem médico corre diferente sorte. “O termo máscara é usada em Espanha , enquanto que na Argentina, Bolívia e Paraguai se preferir chinstrap e em Cuba, México e Uruguai, tapaboca” expõe Poch como exemplo da variação de termos médicos de uso comum; variação dos termos e seus níveis de comunicação, pois não é o mesmo que um médico se comunique com um colega que o faça com o paciente que está do outro lado da mesa em seu escritório.

O espanhol é o terceiro idioma mais falado na internet; nos últimos anos houve um aumento de 115% das publicações científicas em nosso idioma; 900.000 médicos e profissionais biosanitarios exercem a medicina utilizando o português e a mobilidade de profissionais de saúde dentro do domínio português, faz-se necessária uma ferramenta que facilite a comunicação precisa e sem interferências.

O Dicionário portuguesa de termos médicos recolherá a riqueza do léxico biomédico de língua espanhola com suas diferentes variações e usos específicos e, ao mesmo tempo, possibilita a normalização e defesa do nosso património linguístico”, afirma Poch.

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