Prevenir antes que a cura contra o excesso de peso

A obesidade afeta mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, enquanto, no Brasil, 51% da população adulta tem excesso de peso; a prevenção na atenção primária é uma das armas para combatê-la

Juan Carlos Cárdenas/EFE

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O problema é grave. Mais de metade dos espanhóis entre 35 e 74 anos têm sobrepeso, segundo dados do Estudo DARIOS publicado recentemente na Revista Espanhola de Cardiologia, cerca de números que se mantêm entre a população infantil com 1 em cada 3 crianças afetadas, igualando e até mesmo superando os dados dos Estados Unidos.

De acordo com a Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO), uma visita ao médico de família podia evitar uma obesidade severa e problemas de saúde decorrentes do excesso de peso.

Para a SEEDO o médico de família tem uma posição vantajosa para advertir e aconselhar o paciente pela proximidade e conhecimento da história pessoal, familiar e comunitária do doente.

“A sua responsabilidade, que inclui atividades de prevenção da doença e promoção da saúde, fortalecendo e estimulando hábitos de vida saudáveis, centrados especialmente na dieta e na prática adequada de exercício físico”, explica um comunicado da Sociedade, o doutor José Lapetra, médico de família membro da SEEDO.

Mais recursos, mais saúde

Um exame físico que determine o peso, o tamanho, o Índice de Massa Corporal, perímetro da cintura e a pressão arterial, assim como uma análise geral, são testes que podem ser feitos em um centro de saúde e, além disso, informar sobre os riscos dos pacientes. Por esta razão, a SEEDO advoga no sentido de dotar os serviços médicos dos centros de saúde de mais recursos técnicos e humanos.

De acordo com a SEEDO algumas das soluções para acabar com a obesidade seriam dispor de mais pessoal para uma atenção individualizada; reforçar a colaboração dos profissionais de enfermagem na prevenção e promoção da saúde; contar com mais e melhores meios materiais nos centros de saúde e a realização de protocolos de actuação que permitam aos profissionais de atenção primária, maior e mais rigoroso controle e acompanhamento do potencial doente obeso.

Uma atuação a tempo sobre o excesso de peso em suas fases iniciais significaria uma importante economia de custos para o sistema público de saúde, já que o excesso de peso está ligado com muitas outras doenças, como o câncer, doenças circulatórias, respiratórias e ósseas.

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