prevenir doenças e são baratas

México D. F. nos surpreende com uma iniciativa popular que poderia ser exportados para várias cidades do mundo: você entra em uma estação de metrô e se você fizer um exame médico antes de tomar o trem.

Uma mulher se há um ultra-som em uma estação do suburbano. EFE/ Sáshenka Gutiérrez

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Um eletrocardiograma, um teste de urina ou uma mamografia são algumas das provas que os mexicanos já podem ser feitas gratuitamente nas unidades médicas instaladas em várias estações do subúrbio da capital.

Os três pesos (0,18 euros) que custa este sistema de transporte cujo custo subsidia o Governo da capital argentina, as pessoas com Seguro Popular (um plano de saúde para os mais pobres) podem fazer-se um exame médico, sem interromper o seu trabalho diário.

“É excelente porque todos nos movemos no metrô, então tudo o que temos que fazer é localizar onde estão estes centros médicos e por três pesos nos movemos para onde for”, disse hoje à Efe Raimundo Chávez, afiliado ao Seguro Popular de 53 anos, enquanto esperava na unidade do metro Tacuba, ao noroeste da cidade.

Sem emprego fixo, nem recursos para custear um seguro privado de saúde, o paciente originário do Distrito Federal considerou uma “grande ajuda” ter serviços médicos gratuitos e próximos”, e confessou que de outra forma não teria ocorrido vir a ser um exame de rotina.

A ideia surgiu com a gripe A

Rodeado de lojas, restaurantes de comida rápida e os vendedores ambulantes que tendem a sobrecarregar as estações de metro, a unidade médica de Tacuba é um dos doze, que atualmente existem na Cidade do México, que atinge os 20 milhões de habitantes se adiciona a sua área metropolitana.

As chamadas “Unidades de saúde da Rede Anjo”, em funcionamento desde fevereiro passado, surgiram a partir da experiência adquirida durante a pandemia de Gripe AH1N1 que se viveu no México em 2009, explicou à Efe o médico e coordenador do programa, Rubén Ramírez.

Em seu despacho da unidade do metro Tacuba, Ramírez, disse que naquela ocasião teve que reforçar a higiene do metrô por ser um foco potencial de contágio, dada a elevada afluência de passageiros, estimada atualmente em quatro milhões de pessoas por dia.

Diante da elevada demanda de vacinas, a secretaria de Saúde deu-se conta de que oferecer serviços de saúde no metrô “reforçando a cobertura” e permitia implementar medidas concretas em locais estratégicos. Desta forma, decidiu-se criar as unidades médicas no suburbano.

Estes centros, de acordo com Ramírez, são principalmente orientados para a “prevenção de doenças”, e permitem fazer testes variadas, desde o câncer de mama até a diabetes ou a obesidade, um dos principais problemas de saúde que enfrenta o México, em segundo no ranking mundial da obesidade de adultos e primeiro no infantil.

Análise de urina a 1.80 euros

Está previsto que todos os centros realizem 19 tipo de estudos, como o antígeno prostático específico, exame geral de urina, cultura de exsudado presente trabalho e glicose no sangue, avaliação imunológica de gravidez, curva de tolerância à glicose, teste do VIH, ultra-som obstétrico, e eletrocardiograma, entre outros.

Atualmente, além disso, são fornecidos serviços de vacinação, módulo de afiliação ao Sistema do Seguro Popular, expedição de atestados médicos escolares, bem como consultoria em saúde sexual e nutrição.

Não obstante, Ramírez disse que o custo para os usuários de outros serviços de saúde é significativamente inferior ao que teriam que pagar em uma clínica privada e exigiu que um exame de urina, por exemplo, custa 30 pesos (1,80 euros).

Martín Sánchez, paciente de 49 anos, assistia pela primeira vez a uma unidade deste tipo e o fazia, segundo contou à Efe, porque precisava de um eletrocardiograma para renovar uma licença, um serviço que lhe tivesse custado 400 pesos (24 euros), em um centro privado.

Uma das principais críticas ao Seguro Popular, que entrou em vigor em 2004, é a sua burocratização, pelo que estes centros aceleram as provas e, além disso, favorecem que os pacientes conheçam o sistema, por estar a pé de rua.

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