Primavera intensa de pólen no sul e moderada no centro

Esta primavera vai ser de intensidade “moderada” para os alérgicos ao pólen nas áreas do centro peninsular, enquanto que será “intensa” no sul e “leve” no litoral mediterrâneo e a cornija cantábrica

EFE/epa/ OLIVIER HOSLET

Estes dados foram fornecidos hoje pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (Seaic), que pela primeira vez foi estabelecido o nível de intensidade em diferentes zonas geográficas do país, em colaboração com a Universidade de Castilla-La Mancha.

Em Portugal existem dezesseis milhões de pessoas alérgicas, das quais cerca de metade são a pólens de plantas, especialmente as gramíneas, seguidas de oliveira, cipreste, salsola, banana de sombra e parietaria. 80% são alérgicas a vários tipos.

Existe uma relação direta entre as chuvas do outono e inverno e as contagens de pólen de gramíneas durante a primavera, explicou o doutor Moral.

Atendendo ao número de gramíneas recolhido, a primavera é considerada “leve”, quando a concentração é inferior a 4.000 grãos por metro cúbico de ar; “moderada”, de 4.000 a 6.000, e “intensa”, com mais de 6.000.

Assim, no litoral mediterrâneo, a concentração é de 1.900 grãos/m3, na cornija cantábrica de 2.300, 5.300 no centro peninsular e de 6.900 no sul do país.

Este alergistas tem incidido no uso indiscriminado de árvores, como banana de sombra em parques e jardins de grandes cidades, onde a poluição ambiental é elevada, o que explica o aumento de alergias a pólen nas cidades.

De fato, a porcentagem de pacientes inglês alérgicos a esta árvore em Madrid era de 2% nos anos oitenta, enquanto que nestes momentos supõe 40 %.

Para combater esse aumento, os alergistas consideram que os responsáveis municipais devem ter em conta a sua opinião na hora de projetar os espaços verdes.

Este ano, tal como ocorreu com os ciprestes, o banana de sombra adiou sua polinização, devido às baixas temperaturas de janeiro e fevereiro.

Será no final de março e início de abril, quando se produzam os níveis mais altos em cidades como Madrid, Barcelona e Zaragoza, pelo que se espera que “estes dias, estes pólenes den problemas alérgicos”, disse o doutor Moral.

Por sua parte, Pilar Mur, chefe de Alergologia do Hospital Santa Bárbara de angra do heroísmo (Cidade Real), tem incidido na relação entre alergia ao pólen e poluição, o que “vem apoiado por vários estudos científicos”.

Apesar de que nas cidades há menor quantidade de pólen que nas zonas rurais, as doenças alérgicas são cada vez mais frequentes. A poluição e a plantação de espécies muito alergênicas parecem explicar esta situação.

A contaminação pode descompensar a pacientes com asma de intensidade leve e moderada, alérgicos ao pólen.

De acordo com um estudo realizado por esta alergóloga, o risco de descompensação em pacientes de áreas contaminadas é três vezes maior.

Além de “desacerbar” um asma pré-existente, a poluição também afeta as plantas, que reagem de forma defensiva criando novas proteínas (proteínas de estresse), que têm um efeito directo sobre a alergenidad dos grãos de pólen.

Este profissional foi avisado de que cada vez “se tira mais da medicação a demanda em função de quando aparecem os sintomas”, quando é mais eficaz tomar os medicamentos durante toda a estação polínica.

Alguns tratamentos que, conforme já sublinhado, têm um perfil de segurança “muito bom”, pelo que o paciente “não tem de ter medo”.

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