Primeira guia internacional sobre transplante de medula

REUTERS/Carlo Ferraro

Amparo Rodrigues garante a EFE, que propôs a elaboração deste guia, a Sociedade Internacional de Transplante Cardíaco e Pulmonar (ISHLT), de cuja equipe de administração faz parte, porque achou “uma ferramenta útil”.

O manual recolhe recomendações clínicas para lidar com situações frequentes em pacientes transplantados de coração, pulmão e cardiopulmonar, com o fim de evitar atrasos de diagnóstico e instituir um tratamento precoce e eficaz.

“Pretende-se evitar atrasos nos diagnósticos e tratamentos e, assim, evitar complicações”, afirma Rodrigues, membro da Unidade de Transplante Pulmonar do Hospital La Fé de Valência e professora da Universidade de Valência.

Segundo afirma, muitas vezes, são feitos testes desnecessárias que levam a atrasos “e, em transplantes, um atraso pode lhe levar a vida ao paciente”.

Cinco anos, 150 profissionais

A guia, em que colaborou com a doutora Fernanda Silveira, da Universidade de Pittsburgh, foi elaborada em cinco anos e contou com a participação de mais de 150 profissionais do transplante de todo o mundo, entre 20 ou 30 por cento deles espanhóis.

“Há uma boa representação espanhola, porque os especialistas deste país estão entre os melhores profissionais do mundo em transplantes”, disse à Efe.

Amparo Solé, com vinte anos de experiência em uma unidade de transplantes, onde realizou mais de quinhentas intervenções, e vários anos de estadia internacional no Canadá, Reino Unido e Austrália, garante estar muito feliz com o resultado de seu trabalho.

“Este manual é como deixar um legado de o que sabe e fazê-lo acompanhado por profissionais de todo o mundo, constitui o ponto culminante de minha atividade em transplantes e espero que sirva para formar profissionais e ajudá-lo a se realizem diagnósticos mais precisos e rápidos”, diz Rodrigues.

Como um catecismo

De fato, observa que, quando o guia foi apresentada em um congresso em San Diego “a gente felicitou-me e disse-me que era como o catecismo, livro de cabeceira”, e explica que mesmo se tornou um formato de bolso e também em e-book.

A publicação reúne, em onze seções, o manejo eficiente do paciente transplantado, tanto criança como adulto; o tratamento farmacológico habitual, o manejo dos doadores de alto risco, as situações de emergência ou nos casos de gravidez em mulheres transplantadas.

Inclui recomendações estruturas para a atenção clínica do paciente transplantado diante de situações frequentes de febre, problemas digestivos ou infecções.

“Não são as mesmas causas que provocam os sintomas em um paciente saudável, que em um inmunodeprimido, e este monográfico permite evitar atrasos, tanto para o diagnóstico como para o tratamento e, assim, evitar complicações”, sublinhou.

Atualmente, a Sociedade Valenciana de Transplantes e da Sociedade Espanhola de Transplantes trabalham na versão em espanhol para que ele possa ser usado por pessoas que iniciam o tratamento do paciente transplantado.

A versão espanhola vai incorporar também aspectos que possam ajudar a programas recentes de trasplantetorácico como é o caso de alguns países da América Latina.

O guia faz parte das monografias editadas pela Sociedade Internacional de Transplante Cardíaco e Pulmonar, de que só existem 10 a nível mundial.

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