Primeira lente que protege o olho de doenças degenerativas

Cientistas espanhóis desenvolveram a primeira lente que protege o olho de aparecimento de Degeneração Macular Associada à Idade (DMRI), uma doença neurodegenerativa que constitui a principal causa de perda de visão em Portugal

Apresentação da nova lente/EFE/Utilizado Rodrigo

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

As lentes, denominadas como Certificado de Segurança da Retina (CSR), foram apresentadas hoje pela diretora do departamento de Optometria da Universidade Complutense de Madrid (UCM), Celia Sánchez-Ramos, que coordenou a equipe de pesquisa que foi projetado.

Sanchez-Ramos explicou que são destinadas à “população vulnerável”, como os pacientes com cataratas -patologia a que se operam 300.000 pessoas por ano em Portugal – e para os que sofrem de doenças da retina, embora tenha insistido que podem ser usadas por qualquer pessoa independentemente de sua idade e saúde.

Salientou que o principal benefício das lentes é que reduzem o risco de desenvolver cataratas e problemas na retina, ao bloquear os raios violeta e azul, que representam 23 % da luz que há na atmosfera, após absorver os comprimentos de onda curta do espectro luminoso.

Além disso, protegem os olhos da luz proveniente de LEDs, cada vez mais presentes nos lares espanhóis, bem como da luminosidade proveniente de aparelhos tecnológicos, como a televisão, o computador, tablets ou smartphones.

“Cada vez há mais luz com potência maior e mais energia, como, por exemplo, os LEDs, que eu sou muito a favor, porque são baratos e consomem pouco, mas é necessário que haja uma maior proteção de nossos olhos”, comentou a pesquisadora.

O diretor de AVS, uma das duas empresas que fabrica as lentes CSR, patenteadas pela UCM), disse que 90% das pessoas que frequentam a consulta às ópticas apresentam doenças oculares degenerativas retiniana, patologias para as quais “não existe” solução médica atualmente.

Por isso, indicou que “o melhor tratamento é a prevenção, já que, segundo este especialista, cerca de 85% da informação sensorial que recebem as pessoas vem da luz.

Guzmán não tem uma quantidade exata do custo das lentes mas disse que será “razoável” e semelhante ao de outros “produtos tradicionais”, como lentes brancas, se bem que os representantes de suporte prover, por sua vez, um valor acrescentado ao consumidor.

Por sua parte, o diretor de Grandes Contas do Grupo Prats, Rodrigo Alonso, que também fabrica os vidros, explicou que as lentes são monofocales e multifocais, e, além disso, podem-se adaptar a qualquer tipo de armação.

A patente foi financiado pelo Ministério da Saúde, através do Fundo de Investigação de Saúde e desenvolvida, após onze anos de trabalho, por pesquisadores da Universidade Complutense, que permitiram que o AVS e Prats fabriquem e comercializem as CSR em todo o mundo.

Sánchez-Romero destacou que as lentes são vendidas “primeiro na Espanha e, posteriormente, em países como os Estados Unidos e em outros da região da Eurásia, como a Rússia ou Japão.

“Para mim é um orgulho que podemos dizer que vamos exportar um produto feito em Portugal, pesquisei aqui e desenvolvido por empresas espanholas e que em momentos de crise econômica”, declarou.

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