Primeira pneumonia no Brasil, cigarro eletrônico

O Complexo Hospitalar Universitário de lisboa (CHUAC) foi diagnosticado e tratado o primeiro caso em Portugal, o segundo documentado em todo o mundo, de pneumonia lipoidea associada ao cigarro eletrônico

Imagem de cigarros eletrônicos/EFE/Yoan Valat

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A chefe da Unidade de Broncología do hospital da corunha, Carmen Montero, explicou em declarações à Efe os detalhes sobre o caso de um fumante cuja vida esteve envolvida nos últimos dias.

Lá se aproveitava do vácuo legal que impede o consumo do tabaco tradicional em locais públicos fechados, mas que de momento não regula os cigarros eletrônicos.

Mas não estava no hospital por motivos neumológicos, logo começou com “tosse, fadiga e falta de ar”, pelo que se lhe fizeram um raio-x, TAC e uma broncoscopia, em que foram detectadas infiltrados pulmonares.

Os resultados concluíram que sofria de uma pneumonia lipoidea por cigarro eletrônico, o primeiro caso documentado em Portugal e o segundo a nível mundial, depois de um que foi publicado na revista Chest.

Esta glicerina, que é um lípido, se foi acumulando nos pulmões do paciente até que sua vida correu perigo, mas, após a proibição do consumo de cigarros eletrônicos “evolui muito bem”, adicionou a doutora Montero.

Neumólogos: o caso de pneumonia por cigarro-mail não será o último

O diretor de pesquisa em tabagismo da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR), Carlos Jiménez, disse hoje, depois de saber, neste caso, que, se for mantido o consumo de cigarros eletrônicos, “em pouco tempo se podem diagnosticar mais casos de pneumonia lipoidea” devido ao componente de glicerina.

“Estamos assistindo ao surgimento de uma doença associada ao consumo de e-cigarros”, que pode chegar a “ser muito grave ou mesmo fatal” se referir a uma pessoa com insuficiência respiratória de base, alertou o pesquisador.

Embora esta doença é geralmente curar com medicamentos, é um “problema de saúde importante” que deve colocar em alerta a toda a população, para que conheça os riscos deste tipo de cigarro, observou o doutor.

Desde SEPAR, Jiménez afirmou que “há muitas dúvidas” em relação à segurança: “Já dissemos que podiam introduzir pneumonia lipoidea, e infelizmente tem sido assim”.

Ceticismo dos fabricantes de cigarro eletrônico

A Associação Nacional Espanhola de Vapeadores (ANEV), que reúne um total de onze fabricantes de cigarros eletrônicos, mostrou-se hoje “muito cética” diante da possível relação entre o uso do cigarro eletrônico e o caso de pneumonia lipoidea detectado na Galiza, informou em nota.

O presidente ANEV, Pedro Cátedra, recordou que em países como os Estados Unidos ou Itália são utilizados esses cigarros desde há mais de uma década e que, durante esse tempo, mais de 60 milhões de pessoas já empregado.

Nesta linha, aponta que o paciente detectado na Corunha admitiu ser fumante de tabaco tradicional e ter consumido quatro cartuchos de nicotina diários, equivalentes a 80 cigarros” tradicionais: “Um uso totalmente inadequado e desproporcional do produto”, acrescenta Cátedra.

Médicos pedem ao Senado proibir o cigarro eletrônico em hotelaria

A Organização Médica Colegial (OMC) e o Comité Nacional para a Prevenção do Tabagismo (CNPT) são enviado hoje à Comissão de Saúde do Senado, um manifesto para que se aplique o cigarro eletrônico a mesma regulação fixada para o tabaco convencional, e se proíbe, assim, seu consumo na hotelaria.

Em seu escrito, o que aderiram 37 sociedades científicas e associações civis e de defesa do consumidor, entre elas, a Associação Espanhola contra o Câncer (Aecc), os especialistas querem que o projeto de alteração da Lei Geral para a Defesa dos Consumidores optimizar os espaços de utilização, a promoção e a publicidade e a tributação dos cigarros eletrônicos.

A pedido destas sociedades coincide com uma das alterações a esta lei que hoje vai registrar o PSOE no Senado, e que, segundo foi adiantado em roda de imprensa da senadora Encarna Llinares, responde ao fato de que na saúde há que seguir o princípio da “precaução”.

A Associação Nacional do Cigarro Eletrônico (ANCE) critica o PSOE ao considerar que põe em risco a viabilidade de um dos poucos setores que geram emprego em Portugal” e “entrega em bandeja o setor das grandes tabaco”. EFE

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