Primeiro Atlas do Clima e a Saúde, benificio para muitas pessoas

A ONU apresenta o Atlas, um esforço conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), com o critério de que a informação climática serve para proteger a saúde.

Inundação em uma rua de Manila (Filipinas)/EFE/Rolex da Penha

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A cooperação entre os profissionais da saúde pública e da meteorologia só pode favorecer os cidadãos.

Na apresentação, hoje, em Genebra, deste documento, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que “o clima tem uma grande influência sobre a vida e a sobrevivência das pessoas, e os serviços climáticos podem ter um profundo impacto sobre a qualidade dessas vidas, em parte como consequência de melhores resultados de saúde”.

Secas, inundações e ciclones, lembrando-se estas duas agências das Nações Unidas, afetam a saúde de milhões de pessoas no planeta, em um momento de variabilidade climática e eventos extremos, como o furacão “Sandy” que assola o leste dos Estados Unidos, que podem desencadear epidemias de doenças graves.

O Atlas foi dado a conhecer na reunião extraordinária do Congresso Meteorológico Mundial, que se realiza em Genebra entre hoje e quarta-feira, e que tem em sua agenda como assunto principal a necessidade de fortalecer a prestação de serviços climáticos, em benefício da sociedade, especialmente dos mais vulneráveis.

Clima e saúde

O princípio fundamental é que a informação climática pode ser utilizado para proteger a saúde por meio de atividades de redução de riscos, preparação e resposta em todos os países, com importantes benefícios para a saúde e o desenvolvimento social.

Os inúmeros mapas, tabelas e gráficos reunidos neste atlas, que se pode consultar em www.wmo.int/ebooks/WHO/Atlas_EN_web.pdf mostram com clareza a relação entre saúde e clima.

Constata-Se, por exemplo, que em alguns lugares a incidência de doenças infecciosas, como malária, dengue, meningite e cólera pode multiplicar-se por mais de 100 entre uma estação e outra, e variar consideravelmente de um ano para outro.

Um bom serviço climático, garantia de mais saúde

Em países endêmicos cerca de serviços climáticos mais robustos podem ajudar a predizer a aparição, a intensidade e a duração das epidemias.

“O que fazemos agora, graças à cooperação entre meteorologistas e outros profissionais de saúde, é antecipar a chegada desses ventos e posicionarmo-nos de uma maneira que a campanha de vacinação é realizada com antecedência”, explicou Chan.

O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, tem dado o exemplo das ondas de calor que, na última década têm afetado a Europa e que incidiram especialmente em pessoas de mais idade.

Jarraud adverte que essas ondas de calor que “normalmente, são registrados apenas uma vez a cada 20 anos poderiam existir em média a cada 2 ou 5 anos para 2050”, um ano, para o que “o número de pessoas idosas que vivem em cidades, um dos grupos mais vulneráveis ao calor, quase cuadruplicará em todo o mundo”.

“Passaremos de 380 milhões de idosos em cidades, em 2010, a 1.400 milhões em 2050, pelo que a cooperação entre os serviços climáticos e de saúde pode acionar medidas destinadas a proteger melhor a população durante os fenómenos meteorológicos extremos, como as citadas, como ondas de calor”, sublinhou.

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