Primeiro caso importado em Portugal do novo coronavírus

O ministério da Saúde anuncia o primeiro caso importado em Portugal do novo coronavírus, identificado no Oriente Médio, em 2012, em uma mulher que viajou em outubro, a Arábia Saudita, embora tenha precisado que, neste caso, “não representa risco para a saúde pública”

Imagem sob o microescopio do coronavírus SARS. EPA/CDC

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Os coronavírus formam uma ampla família de vírus que podem ser responsáveis por doenças leves, como uma constipação, ou de outras mais graves, como o Síndroma Respiratório Agudo Severo, SARS.

O caso detectado em Portugal é um dos 150 que foram relatados à Organização Mundial da Saúde, desde setembro de 2012, que incluem 64 mortes.

Causa uma síndrome respiratória aguda que provoca na maioria das pessoas que sofrem de sintomas de febre, tosse e dificuldade respiratória.

Em um comunicado, o ministério da Saúde informa que a mulher, nascida no Marrocos, mas residente em Portugal, está internada no Hospital Porta de Ferro de Lisboa e está “em situação favorável e estável”.

No hospital madrileno foram tomadas todas as medidas sobre o caso, bem como sobre os possíveis contatos de acordo com os procedimentos de atuação adotados entre a Saúde e as comunidades autónomas, assegura a Cura.

O departamento que dirige Ana Mato e a Comunidade de Madrid estão procedendo à identificação de todos os contatos estreitos da paciente, de acordo com as recomendações dos procedimentos acordados a nível nacional e internacional.

“Um caso importado, em que foram estabelecidos de todas essas medidas, não representa risco para a saúde pública em Portugal”, insiste Saúde, que relatou o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a rede europeia de alerta rápido (EWRS), tal como é definido no Regulamento Sanitário Internacional.

Neste sentido, o ministério mantém um “estreito acompanhamento” da situação junto a estes dois entidade e a Secretaria de Saúde da Comunidade de Madrid.

O coronavírus causador da síndrome respiratória e do Oriente Médio foi identificado no ano de 2012, na Arábia Saudita, onde, até à data, foram relatados 125 150 casos confirmados.

Na Europa foram contabilizados os casos, todos eles importados dessa área, em outros quatro países: Reino Unido (duas), Alemanha (dois), França (um) e a Itália (um).

Risco mínimo de transmissão

O diretor do Centro de Alertas do Ministério da Saúde, Fernando Simão, afirmou que o risco de transmissão pelo novo coronavírus, cujo primeiro caso no Brasil foi lançado ontem para a OMS, “é mínimo”.

Em declarações à Efe, o responsável do Ministério da Saúde, transmitiu uma mensagem de tranquilidade em relação a este primeiro caso de coronavírus em Portugal.

“O coronavírus do síndroma respiratório do Oriente médio é um vírus que se transmite muito pouco”, afirmou Simão. Até à data foram produzidos muito poucos agrupamentos de casos, embora, até o momento não se tem muito claro a origem do vírus.

O contágio, quando ocorre, ocorre em pessoas frágeis ou com capacidade de defesa condicionada, explica Simão.

O diretor do Centro de Alertas destaca que se trata de uma doença viral, o que impede o uso de antibióticos. Assim mesmo, existem certos tratamentos voltados para a doença, mas estão em fase experimental.

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