Primeiro contágio zika por via sexual em Portugal

Uma mulher de madrid infectada do zika é o primeiro caso de contágio por via sexual do vírus registado em Portugal, confirmaram à Efe fontes da Secretaria de Saúde da Comunidade de Madrid.
Trata-Se de uma mulher que foi infectada pelo seu companheiro, um homem que havia estado durante os meses de abril e maio, em um país latino-americano,
Ambos encontram-se bem do ponto de vista clínico e nenhum foi necessário internamento hospitalar

O mosquito “Aedes Aegypti”, transmissor do vírus. EFE/Gustavo Amador

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

O Governo espanhol explicou que, na Comunidade de Madrid não foi registrado o transmissor do vírus da Zika, o mosquito tigre.

O Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade adverte em seu site, na seção dedicada a esta doença, de que “os homens e mulheres provenientes de áreas com transmissão local de vírus Zika deveriam manter relações sexuais seguras até oito semanas depois do regresso”.

No Relatório sobre a Avaliação rápida do risco de transmissão de doença pelo vírus Zika em Portugal que a Saúde publica em seu site, o Ministério salienta que há risco de transmissão local por via sexual a partir de homens sintomáticos provenientes de territórios em que o vírus está presente, enquanto que indica que não há evidência de transmissão em homens que não apresentam sintomas.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, na segunda-feira, o número de casos diagnosticados em Portugal do vírus do Zika tinha aumentado de 154 a 158, todos eles importados, dos quais 21 correspondem a mulheres grávidas, um a mais que na semana anterior.

No início de maio foi detectado na Catalunha é o primeiro caso em Portugal de microcefalia de um feto cuja mãe se contagiou do vírus. Em junho, foi notificado um caso de malformação do cérebro no feto em Portugal em consequência do zika.

Segundo o Ministério, todos os casos confirmados até então, através da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica correspondiam a pessoas que tinham viajado para países afetados, por aquilo que se tratava de casos importados.

Do total de diagnosticados, 55 dos pacientes encontravam-se na Catalunha, 39 em Madrid, 13 em Aragão, 10 em Castela e Leão, 7 na Galiza, 6, na comunidade autónoma da Comunidade Valenciana, 5 na Andaluzia, 4 ilhas Canárias, 4 em Navarra, 4 em La Rioja, 3 Baleares, 3, no País Basco, 2 Asturias, 2 em Madri, e 1 em Castilla La Mancha.

O quadro clínico deste vírus é leve, mas no caso das grávidas, há altas suspeitas de que possa provocar a microcefalia ou outras alterações neurológicas em recém-nascidos.

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