Primeiros dados apontam para que a nova vacina contra a tuberculose é segura

A vacina espanhola contra a tuberculose passou de uma primeira etapa de testes -a vacinação em voluntários adultos saudáveis – e os resultados apontam para que a mesma é segura, se bem que ainda há que fazer mais testes, como analisar a resposta do sistema imunológico e testá-lo em recém-nascidos

EFE

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

O primeiro ensaio clínico da vacina Mtbvac, a primeira obtida a partir de micobacterias de origem humana, começou em janeiro último, no Hospital Universitário de Valdenses, na Suíça, com 36 voluntários adultos entre 18 a 45 anos, e, hoje, os seus responsáveis têm anunciado em conferência de imprensa a conclusão desta vacinação.

A fase 1 deste ensaio clínico teve como objetivo principal testar a segurança da vacina em indivíduos saudáveis e, depois, a imunogenicidade, o que se deverá verificar, agora, durante sete meses.

Não obstante, de acordo com sua experiência, esta é a vacina testada na fase 1 mais segura do que foi visto, foi rebitagem Spertini, que garantiu que nesta primeira prova em adultos saudáveis, não se deram sintomas de tuberculose, nem evidências de febre ou outros eventos.

A nova vacina, desenvolvida pelo grupo de Micobacterias de Carlos Martin (Universidade de Zaragoza) busca de ativar o sistema imunológico para que este seja capaz de reconhecer o bacilo da tuberculose e proteja a longo prazo contra a forma mais comum da doença: a respiratória.

Das doze vacinas preventivas no projeto, a MTBVAC é a única que usa micobacterias de origem humana; o resto é melhorar a BCG (obtida a partir de uma cepa de bactéria de origem bovino).

Os estudos pré-clínicos, de acordo com Martin, indicam maior eficácia contra a tuberculose que o resto das vacinas candidatas.

Na primeira vacinação do ensaio clínico, os voluntários receberam inoculado tanto a nova vacina, como a BCG.

Para Martín, o fato de terminar esta etapa com voluntários saudáveis já é um “marco científico”.

O grupo de pesquisa de Genética de Micobacterias da Faculdade de Medicina da Universidade de Zaragoza há 15 anos trabalhando neste projeto, que, uma vez superada esta etapa de vacinação e a verificação da resposta imune, deverá prosseguir com as seguintes fases de ensaios clínicos, desta vez em recém-nascidos e em populações endêmicas.

Neste sentido, Eugenia Pontes, Biofabri, foi relatado que o objetivo é viajar à África do sul a implantar lá a esta parte.

O objetivo é que a vacina possa desenvolver-se em Portugal e que seja acessível e universal (o preço pode ser algo superior a BCG, que por exemplo em Portugal custa um euro por dose).

A vacina espanhola está apoiada também pela Iniciativa Europeia contra a Tuberculose (TBVI), uma organização europeia sem fins lucrativos, que canaliza, entre outros, recursos da Fundação Bill e Melinda Gates.

A tuberculose é uma doença com nove milhões de casos por ano e gera cerca de dois milhões de mortes.

Para além do sofrimento, causa grandes custos económicos que só na União Europeia são cerca de 6.000 milhões de euros por ano, de acordo com Jelle Thole, diretor da TBVI.

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