principais problemas da profissão médica

A pesquisa de caráter nacional “Situação de trabalho dos médicos em Portugal, promovida pela Organização Médica Colegial (OMC), indicam que 9,3% dos médicos entrevistados está sem trabalho, e 41,9% dos facultativos sondeados com emprego não tem praça em propriedade

Apresentação da pesquisa sobre a situação de trabalho dos médicos em Portugal/Foto fornecida pela OMC

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O emprego, a precariedade e a instabilidade no emprego são os principais problemas da profissão médica na atualidade, de acordo com uma pesquisa sobre “a situação de trabalho dos médicos em Portugal”, promovida pelas Vocalías Nacionais de Médicos com Emprego Precário e de Formação e/ou pós-Graduação de Organização Médica Colegial, sob a coordenação do doutor Oscar Gorría, vocal de médicos em Formação e/ou pós-Graduação do Colégio de Médicos de Navarra.

O objetivo do trabalho é obter uma radiografia da situação do emprego em todo o setor médico. Na opinião do doutor Gorría, “os resultados obtidos, que mostram o que já temíamos, constituem uma voz de alarme no domínio da profissão médica”.

O estudo, baseado em 9.763 pesquisas de médicos colegiados de 49 províncias diferentes e apresentado na Assembleia da OMC sábado passado, revela que o 90,4 por cento dos entrevistados (8.827 médicos) trabalham na atualidade, enquanto 9,3 por cento (904) não têm trabalho.

O 41,9 por cento dos entrevistados com emprego não têm praça de propriedade, dos quais o 67,3 por cento trabalha no Sistema Nacional de Saúde (SNS), e 39,6% no sistema privado.

Além disso, um 25,5 por cento dos que trabalham no SNS levam entre 6 e 10 anos, sem ter de praça; 19,2 por cento, entre 11 e 20 anos; e 6,7 por cento, mais de 20 anos sem ela. Dentro deste grupo de médicos sem praça em propriedade no SNS (2.755), mais de 40 por cento tem um contrato precário de uma duração inferior a seis meses, de acordo com o estudo.

Por outro lado, aqueles profissionais que trabalham no sistema privado, por conta de outrem e não incluem praça em propriedade no SNS, 12, 4 por cento tem contratos de menos de seis meses, contra 40 por cento do SNS.

Outro dado que revela o estudo é que os inquiridos desempregados (533), o 91,3% está à procura de emprego e o 23,5 por cento não está apontado para o desemprego. Por sua vez, observa-se que 30 por cento dos desempregados há mais de seis meses sem trabalhar, dos quais, 15 por cento tem mais de um ano sem emprego.

Estabilidade e salário, o que mais piorou

De acordo com a opinião dos médicos consultados, tanto a estabilidade de trabalho como a remuneração dos médicos são os aspectos que mais pioraram no domínio da profissão médica nos últimos anos. Daí que iniciativas postas em marcha pela OMC, como o Gabinete de Promoção do Emprego Médico (OPEM), em funcionamento desde o passado mês de fevereiro, são consideradas por mais de 50 por cento dos entrevistados como “uma iniciativa muito boa e boa”.

Com relação a outro dos aspectos analisados neste estudo, como é o da formação médica continuada, reflete que o 67,6 por cento dos entrevistados está realizando um curso na atualidade ou o tenha feito há menos de um ano.

Formação

56,3 por cento realiza sua formação continuada com as Sociedades Científicas, um 36,1 por cento no seu local de trabalho, e um 20,4 por cento na OMC. Com relação à qualidade da formação recebida, a oferecida pela corporação médica se situa no segundo posto, de acordo com o 40,8 por cento dos entrevistados, situando-se atrás apenas das Sociedades Científicas.

O estudo foi administrado um total de 9.763 questionários, respondidos através de uma plataforma online. 96 por cento dos entrevistados são de nacionalidade espanhola, a maioria, médicos de família e pediatras. Além disso, 30% são menores de 40 anos.

A primeira amostragem foi realizada durante os passados meses de maio e junho, e está previsto um segundo no próximo mês de outubro. Desta forma se poderá observar a dinâmica experimentada ao longo de 2014. As conclusões finais da pesquisa serão anunciados no III Congresso da Profissão Médica, que se realizará em Madrid no próximo mês de novembro.

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