Profissionais e pacientes pedem um grande pacto para a saúde

Pacientes, profissionais e grupos políticos debatem sobre a situação da saúde em um evento organizado pela Associação Nacional de Informadores de Saúde (ANIS), em que PP e PSOE manifestam suas diferenças

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Os representantes de médicos, enfermeiros e pacientes têm exigido neste ato os dois principais partidos políticos que deixarem de um lado, de uma vez por todas, a confrontação política e cheguem a um acordo, mesmo que seja em questões básicas.

Os representantes e parlamentares de PP e PSOE, Manuel Cervera e José Martínez Pereiro, respectivamente, comunicaram as suas abordagens.

Políticos

Martínez Pereiro vê difícil o pacto, porque, a seu juízo, se defendem diferentes valores e as medidas do Governo ter quebrado o conceito de “universalidade” da saúde; também pediu a revisão dos critérios de comparticipação farmacêutico e garantias para que a parceria público-privada não gere riscos na qualidade assistencial e na autonomia dos profissionais de saúde.

Cervera colocou a ênfase sobre os esforços que estão sendo ambos os partidos para chegar a um acordo e salientou que “a distância é menor do que parece”; foi rebatido de Olmos ao afirmar que a saúde é agora mais universal e acrescentou que Portugal continua a ser o país europeu mais social em cuidados de saúde.

Enfermeiros

Se todos estamos dispostos à mudança, onde está o medo?”, já se perguntou o presidente do Conselho Geral de Enfermagem, Máximo González Júri.

Em resposta Martínez Pereiro, foi reconhecido que os princípios são fundamentais, mas pediu aos políticos respeito aos cidadãos e aos profissionais, que estão desorientados e desmotivados, mas cujo comportamento é exemplar, apesar de tudo o que está acontecendo”.

“Tem que olhar-se no nosso espelho; o acordo é possível”, assegurou o representante dos enfermeiros.

Médicos

Por sua parte, o presidente da Organização Médica Colegial (OMC), Juan José Rodríguez Sendín, foi dito que “a necessidade de pacto não é evitável”, já que não isso nos faz muito mal”, e foi alertado de que as organizações profissionais irão identificar “quem é que tem mais responsabilidade para não chegar a um acordo”.

“Mesmo fora de cena, estamos de acordo em quase tudo, os cidadãos que vêem quando o véu é levantado é o confronto em matéria de saúde”, destacou Sendín, que pediu, em alusão ao PSOE, que “não se ponha o carro à frente dos bois, como condição para se chegar a um pacto”.

Pacientes

O porta-voz do Fórum Português de Pacientes, Antonio Torralba, mostrou-se de acordo com os profissionais de saúde na urgência do acordo e criticou que o Governo tenha posto em marcha as medidas sem contar com todos os setores envolvidos, o que aumenta o risco de exclusão social.

Torralba, presidente da associação ConArtritis, lamentou que se tenha riscado ao paciente “desperdiçador”, quando “se vamos com uma receita é porque alguém nos deu”.

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