Programa educativo para famílias de crianças com alergia alimentar

“CESSA as reações alérgicas por alimentos” é um projeto que foi criado um curso online para ensinar a evitar as reações alérgicas por alimentos da mão de médicos, pesquisadores e pacientes. EFEsalud falou com um dos organizadores

EFE/Cristina Garcia Casado

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De 26 de maio a 9 de junho, vai ministrar um curso online para ensinar pais e filhos algumas idéias básicas sobre alergias alimentares. Este programa educativo está dentro do projeto CESSA as reações alérgicas por alimentos e é gratuito.

Ensinar às crianças e aos pais algumas idéias básicas sobre a alergia alimentar, como evitar as reações e como tratá-las: se ocorrem de forma inesperada, aprender a identificar alimentos alergénicos e o que fazer para diminuir o risco de reações.

São estas algumas das soluções e recomendações que oferece o curso, lançado por médicos especialistas em alergia e pesquisadores, juntamente com associações de doentes.

“O projeto começou há dois anos e seu objetivo inicial era comparar o impacto de um programa educativo através de oficinas presenciais em oito cidades e os que vieram, os pais com seus filhos. Este mesmo programa se adaptou a uma plataforma on-line”, afirma Armando Ruiz, pesquisador da iniciativa CESSA.

“É uma forma de aproximar a informação dos doentes de forma simples, gratuita e de o mais confortável”, acrescenta.

A inscrição é gratuita e os interessados podem fazê-lo através da web, dentro do n.o curso on-line-sala de aula virtual. Através deste, as famílias de crianças com alergia alimentar grave e risco de anafilaxia dispõem de unidades didáticas e materiais audiovisuais que se complementam com fóruns de debate, em que os participantes poderão trocar experiências e fazer perguntas aos professores. Os resultados da aprendizagem serão avaliados através de questionários.

Se darão as diretrizes para aprender o uso dos diferentes dispositivos de tratamento em caso de que fossem necessários, tais como autoinyectores de adrenalina, inaladores e outros medicamentos que possam ser utilizados para tratar as reações, de acordo com sua gravidade.

As receitas hospitalares por reações alérgicas graves em crianças multiplicou-se por sete na última década. Em Portugal, nos últimos treze anos, a freqüência de sensibilização a alimentos dobrou, passando de 3,6 para 7,4 por cento da população.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de alergia a alimentos encontram-se os antecedentes genéticos e familiares, as características dos próprios alimentos, bem como a exposição ambiental.

Há que dizer que existe uma grande diferença entre alergia alimentar e intolerância. As intolerâncias não nos vão dar um choque anafilático, mas que nos podem dar problemas intestinais ou outros problemas menores. Em contrapartida, as alergias alimentares afetam o sistema imunológico e tem como tratamento a adrenalina, que acaba com a reação.

“A adrenalina é o tratamento de resgate”, ressalta o pesquisador.

Medicina participativa

O projeto está baseado nos modelos de medicina participativa, centrada na pessoa e coaching para a saúde. Os seus promotores o colocam como um modelo de cuidados de saúde, que busca a participação ativa de pacientes, profissionais e prestadores de cuidados de saúde, através da cooperação assistencial em temas relacionados com a saúde de um indivíduo.

“O importante é a relação que existe entre médicos e pacientes”, afirma o especialista.

Acrescentam que a medicina participativa é também um foco de atenção para os pacientes que trabalha para melhorar os resultados de saúde, reduzir os erros assistenciais, aumentar a satisfação dos pacientes e otimizar o custo da atenção. A medicina centrada na pessoa dedica-se à promoção da saúde como um estado de bem-estar físico, mental, social, bem como a redução do impacto negativo da doença.

O coaching para a saúde é um processo que facilita a obtenção de objetivos de saúde, através de alterações a um comportamento mais saudável, eleitos pelo paciente através de um plano de ação. Baseia-Se nos princípios da psicologia positiva, as práticas da entrevista motivacional e o estabelecimento de saúde acordadas entre o paciente e o profissional de saúde.

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