Protege a saúde da sua boca contra os efeitos de bebidas ácidas e carbonatadas

A erosão dental se tornou a praga em medicina dentária do século XXI, uma doença pouco conhecida entre a população e que começa a afetar a adolescentes e jovens pelo seu alto consumo de bebidas ácidas e carbonatadas, como refrigerantes ou gin tonics

EFE/Porto dores musculares

Segunda-feira 15.09.2014

Quarta-feira 06.08.2014

Quinta-feira 20.03.2014

“Cada vez mais vemos como as pessoas se abra mais a boca com a dieta, especialmente os jovens”, explicou à EFE Agostinho, Pascal, diretor do Mestrado em Odontologia Estética Adesiva e Minimamente Invasiva da Universidade de Valência.

Pascal estudou a incidência do ‘garrafa’ na saúde oral dos jovens para avaliar como ele afeta o alto consumo de álcool nos dentes, analisando especialmente a acidez e o pH de algumas bebidas.

Uma bebida como o gin tonic, diz, tem um pH de pouco mais de dois pontos, enquanto que os valores normais devem encontrar-se entre 5,6 e 7,6. Abaixo de 4,5 pontos na superfície do dente começa a desmineralizarse.

Sobre esta questão coincide Rosário Garcillán Esquerdo, vocal de Prevenção da Comissão Científica do COEM (Ordem dos médicos Dentistas e Estomatólogos da I Região), que incide, em declarações à EFE, em que este tipo de bebidas fazem diminuir o pH da saliva.

O pH cumpre uma função muito importante e mantém os elementos defensivos da cavidade bucal como proteger a integridade da mucosa, arrastar restos alimentares e bactérias, neutralizar os ácidos e remineralizar as lesões dentárias e possui, além disso, propriedades antibacterianas.

Conforme salienta Garcillán, abaixo de 4,5, a superfície dental começa a desmineralizarse e a patologia conseqüente pode evoluir para a cárie e erosão.

“Além disso, esta erosão é muito peculiar, porque se você escovar os dentes logo após a tentar protegê-los é pior”, adverte Pascal que aconselha a neutralizar a acidez com água ou leite e esperar uma hora antes de escovar os dentes para dar opção a que haja uma certa remineralização.

Se não, aponta, nós adicionamos a ação de dissolução da ação traumática da escova que se encontra o esmalte enfraquecido e acelera o desgaste.

Para evitar esta erosão, além de limitar o consumo dessas bebidas, a doutora Garcillán aconselha o uso de um creme dental que contenha flúor e de um colutorio recomendado pelo dentista, que poderá dar o diagnóstico de risco mais adequado para cada paciente.

Em odontologia, surgiu uma corrente que tende para intervenções minimamente invasivas” que, mediante a detecção precoce, permite diagnosticar lesões tão pequenas que se podem oferecer tratamentos ultraconservadores com o objetivo de tocar o mínimo indispensável o dente, conforme explica Pascal.

O especialista salienta que, para que estas técnicas tenham sucesso, o paciente deve ter consciência de que não pode ir ao dentista apenas quando sente dor, mas que deve ir a consulta, pelo menos, uma vez por ano.

“Melhorando hábitos de dieta, higiene e mudando alguns costumes que não são muito adequadas, podemos evitar muitos problemas periodentais e economizar dinheiro”, diz Pascal.

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