Protesto de médicos por dignificar a sua profissão e contra os cortes

Centenas de médicos, vindos de toda a Espanha, manifestaram-se esta manhã, em Lisboa, para exigir aos partidos políticos dignificar a carreira profissional, recuperar a perda do poder de compra, melhorar o financiamento da saúde e que, em princípio, os cortes, consequência da crise

Dois médicos carregam duas faixas durante a manifestação convocada pelo coletivo hoje às portas do Ministério da Saúde, sob o lema “Há razões, consulte” para recuperar os direitos perdidos durante os anos da crise e recuperar um poder de compra que, calculados, sempre recuou entre 25 e 30 %. EFE/Marechal

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

A manifestação, convocada pela Confederação Estadual de Sindicatos Médicos (CESM), contou com o apoio das organizações que compõem o Fórum da Profissão Médica: associações médicas, sociedades científicas, Conselho Estadual de Estudantes de Medicina, Conferência de Reitores e Comissão Nacional de Especialidades Médicas.

Paralelamente a este ato de protesto, os médicos de Madrid e Múrcia foram convocados, além disso, para uma jornada de greve.

Em Madrid, onde os médicos protestam “contra o abuso e a perda de direitos dos médicos”, o Ministério da Saúde tem criptografia em um 18,53 % o acompanhamento da greve no turno da manhã, no conjunto dos serviços de saúde, enquanto que o sindicato dos médicos Amyts garantiu que foi secundado entre 50% e 70 %.

Em Madri, o Ministério da Saúde foi contabilizada na manhã desta 43 médicos, seguindo a greve, ou seja, uma incidência de 1,93 % em relação aos 2.229 médicos que vieram hoje para trabalhar.

Os arredores do Ministério da Saúde foram cheios de centenas de médicos com batas brancas -1.500 de acordo com a organização-, munidos com apitos, e, levantando a voz para recuperar “os direitos perdidos” durante os anos da crise.

Após esta concentração, se uniram em uma passeata que terminou junto ao Congresso dos Deputados, onde entregaram um documento de solicitações aos representantes da Saúde de todos os partidos políticos com representação na Câmara.

E as principais reivindicações são salariais, como recuperar a perda do poder de compra, restabelecer a jornada de 35 horas, devolver os guardas pelo menos como hora normal, acabar com a precariedade e ampliar a carreira profissional.

Outras reivindicações são planear as necessidades dos médicos, uma aposentadoria flexível entre os 60 e 70 anos, garantia de titulação, que as línguas co-oficiais não sejam um requisito e melhorar o financiamento da saúde.

O secretário-geral do CESM, Francisco Miralles, leu estas petições a que acresceu a de recuperar o “recorte de mais de 9% do salário-base e paga extras dos médicos e outros intitulados”.

A manifestação, vigiada por um grande dispositivo policial, tem recebido centenas de cartazes com lemas como “Não mais MIR fazendo as malas”, “Cuidar de quem cuida”, “Somos médicos, nós somos pacientes, defender a Saúde pública”, “Não aos cortes” e “Há poucos médicos e mal distribuídos”.

Durante a marcha, liderada pelo banner “Dignifiquemos a profissão. Há razões”, soou o ruído de megáfonos com sirenes de ambulâncias que portavam alguns manifestantes, que também levavam bandeiras de diferentes regiões.

Além disso, os participantes têm protagonizado vários cânticos, como o “romance da Saúde”, com o que um dos manifestantes queria deixar evidenciado que “a saúde é sagrada” e que “temos todo o direito a que o Estado proteja acima de mandangas”.

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