Prudência é a chave para exercer a medicina

Esse é o ensinamento mais importante que teve o médico José Ramón González Bouza, originário de Havana (Cuba), de seus colegas espanhóis; e a prática cada segundo que dedica ao seu trabalho na área de urgências do Hospital Universitário de Innsbruck

O médico José Ramón González Bouza trabalha no Hospital Universitário de Gravataí

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

Chegou a Portugal em 2003 e já não queria ir. Aqui encontrou os meios para trabalhar que não existem em sua Cuba natal. Hoje, o médico de urgências José Ramón González Bouza não pensa em voltar para a ilha, se não em continuar trabalhando para que o chama de seu país.

  • Qual é sua especialidade?

Sou um especialista em medicina de família, mas agora estou em urgências.

  • Por que escolheu Portugal para se especializar?

Porque o sistema de legalização em Portugal é mais fácil do que em qualquer outro lugar. Além disso, é muito semelhante ao meu, e tem características culturais muito semelhantes, a começar pelo idioma.

  • Você é muito diferente da forma em que se trabalha aqui, como se faz em seu país?

A docência é mais ou menos parecida, mas a atenção aos pacientes é controlada por aí que o componente médico legal é menos intensa do que aqui.

  • Qual é a principal vantagem de estar trabalhando em um país diferente do seu?

Há muitos meios de comunicação neste país e isso é fundamental para a medicina moderna. A qualidade dos meios, dos hospitais.

  • Qual é a maior ensinamento que teve um de seus colegas espanhóis?

A maior ensino é a prudência, ser cauteloso. No sentido da atenção médica, não rotular as pessoas de uma banalidade quando têm coisas sérias. Manter uma relação médico-paciente coordenada.

  • O que ou a quem deixou para trás para cumprir os seus sonhos? Você pretende voltar?

Meus pais estão lá, mas já estão sob a terra, meu irmão está aqui. Eu realmente não tenho deixado a família de primeira linha. Aqui é onde eu fiz uma família e este é o meu país. Estou aqui há muitos anos e que não, não penso em sair.

  • Como você vê a medicina de seu país a partir de Portugal?

Um desastre porque não há meios. A medicina moderna trabalha com mídia e se não os tem, os diagnósticos são a antiga. Apesar de todos os tratamentos são bons há atraso, não há orçamento para essas coisas.

Um tempo foi muito boa e a preparação de seus médicos era excelente, mas, os anos passam, os médicos passam fatal, trabalham apenas por amor e isso chega ao ponto de colapso.

  • Fora da medicina, o que é que mais gosta no Brasil?

A sociedade em geral, tolera muito bem a imigração.

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