Que a alimentação não limite as viagens de pessoas com diabetes

EFE/Orlando Varria

Quarta-feira 27.07.2016

Terça-feira 31.05.2016

Quinta-feira 19.05.2016

Sexta-feira 29.07.2016

Segunda-feira 01.06.2015

Saber o tipo de alimentação que nós vamos nos encontrar no lugar de destino, especialmente se se trata de um país estrangeiro, é um aspecto fundamental a ter em conta, além de seguir o horário das refeições e prever a duração dos deslocamentos.

“Em viagem, a adaptação à alimentação de cada país é extremamente complexa, pois se consomem produtos diferentes dos habituais, cozidos de outras formas a que se está acostumado e, tudo isso, somente por uns poucos dias”, adverte Serafim Silva, consultor em nutrição e esporte da Fundação para a Diabetes e pesquisador do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede de Diabetes e Doenças Metabólicas Associadas (CIBERDEM).

A Fundação para a Diabetes elaborou as seguintes recomendações para a alimentação das pessoas com esta doença:

  • Informações: Na fase pré-viagem é recomendável pesquisar toda a informação necessária sobre o tipo de cultura alimentar existente no país de destino. Por exemplo, as pessoas que usam insulina rápida em cada refeição podem encontrar informações sobre o conteúdo em porções de hidratos de carbono de alguns alimentos mais comuns em cada país.
  • Circulação: Os horários de circulação podem ser modificadas de forma inesperada, devido a atrasos ou mudanças de última hora, por isso que é aconselhável ter à mão suplementos que contenham hidratos de carbono, na forma de líquido ou alimento sólido, como barrinhas ou um pequeno lanche, para evitar problemas nos controles dos aeroportos.
  • Educação diabetológica: Uma das bases da alimentação no tratamento da diabetes é saber reconhecer aqueles alimentos que contêm hidratos de carbono e poder diferenciá-los daqueles outros que praticamente não os contêm.
  • Porções de hidratos de carbono: As porções de hidratos de carbono também podem variar de acordo com cada país. Em Portugal uma ração contém 10 gramas de hidratos de carbono, enquanto que em outros países como Estados Unidos, México e grande parte da américa Latina contém 15 gramas.O pão de centeio é de cor escura, de frente para os brancos de trigo duro. EFE/John Riley
  • Rotulagem: Aprender a ler os rótulos dos alimentos em outros idiomas é fundamental para poder identificar a palavra hidratos de carbono ou carboidratos no idioma do país de destino.
  • Quantidade de hidratos de carbono: É importante que a quantidade de hidratos de carbono seja similar à que foi tomada de forma habitual. Com isso consegue-se evitar desequilíbrios nos níveis de glucose no sangue.
  • Atividade física: em situações Em que se realiza mais atividade física do que o habitual, como uma rota de caminhada ou a visita a uma grande cidade com longas caminhadas, você pode incluir uma quantidade de hidratos de carbono algo maior, de preferência em forma de alimentos de baixo teor calórico, como frutas ou pequenos lanches, evitando a pastelaria. Neste caso, recomenda-se aumentar o número de controles de glicemia para adaptar o aporte de hidratos de carbono, conforme seja a atividade que se realize.
  • Distribuição: Outra dificuldade é a forma em que cada cultura alimentar mistura ou distribui os alimentos, o que pode dificultar a sua identificação. Por exemplo, em alguns países não se distribuem os alimentos em porções individuais, mas que se come diretamente de um prato ou fonte principal. Em outros lugares, tomam-se pequenas porções de vários alimentos (ao estilo das tapas espanholas), o que dificulta o controle da quantidade consumida. Se possível, é melhor selecionar a quantidade de alimento que você vai tomar e coloque-o em um prato, pois isso ajudará a reconhecer e medir, de forma visual a quantidade.
  • Cuidado: Durante as viagens podem chegar a levar alimentos contaminados, dando lugar a alterações gastrointestinais. Isso pode causar um forte desequilíbrio nos níveis de glicemia, com um aumento do risco de hipoglicemia. Para evitar isso, é aconselhável tomar água, de preferência mineral engarrafada e evitar os alimentos crus (saladas ou frutas), pois podem ter sido lavados com água contaminada.

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