“Que a asma não se pare” e “em Busca do Guille” , contra a asma

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Sexta-feira 07.03.2014

“Que a asma não se pare” é o lema de uma campanha sustentada por neumólogos e alergistas, com a que se pretende transmitir a mensagem de que se trata corretamente a doença, que afeta um grande segmento da população, é possível fazer com que não condicione a vida do paciente.

Com motivo da comemoração do Dia Mundial da Asma, o Instituto Mundipharma lançou um ‘spot’, em que rostos conhecidos, como os jornalistas Susana Griso e Luis do Olmo, a atriz Natalia Verbeke e os cantores David DeMaría e Abraão Mateus chamam a atenção através de uma mensagem direta: se você controla e comercializa o seu asma, nada pode te parar.

A asma tem um “enorme impacto” na qualidade de vida dos pacientes, mas “o positivo” é que “é perfeitamente tratável e controlável”, afirmou a doutora Pilar de Lucas, presidente da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (Separ), uma das entidades que apoiam a campanha.

Cinco por cento de adultos, dez por cento das crianças

A doença afeta 5% de adultos e 10% de crianças e adolescentes e o principal fator de risco para o seu desenvolvimento são as alergias. De fato, cerca de 50 por cento dos pacientes são alérgicos, percentagem que se eleva até 80% no caso dos mais pequenos.

Assim o disse o médico Daniel Antolín, secretário da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (Seaic), uma das organizações que apoiam a campanha, que tem insistido em que, apesar de que a doença “limita muito a vida de trabalho, escolar e social, com “um controlo adequado” pode levar “uma vida normal”.

Um dos principais “problemas” para esse controle é a falta de adesão ao tratamento, que pode chegar a 40 por cento dos pacientes.

Estratégia Nacional contra a asma

Por isso, as sociedades científicas reclamam ao Ministério da Saúde a elaboração de uma Estratégia Nacional sobre a asma, em que uma de suas “pernas fundamentais” seja o controle da doença e a adesão ao tratamento.

O cantor David De Maria tem o relato de sua experiência pessoal, já que alguns membros de sua equipe, com os indo em turnê, são asmáticos. “Eu Me sinto angustiado quando vejo meus colegas que lhes dá o ataque. É muito importante que a pessoa é sério sobre sua doença”, disse.

Dado que a asma é a doença crônica mais frequente na infância, os especialistas aproveitaram o Dia Mundial para aprofundar a necessidade de que pais e crianças se conciencien sobre a importância de um correto diagnóstico e de controle da doença.

Procura Sheyla

Com esse fim, nasce “em Busca do Guille”, um conto infantil que narra a história de um menino de sete anos que sofre de asma alérgica grave, mas que ainda não foi corretamente diagnosticado.

Trata-Se de uma ferramenta educacional, que foi apresentada por especialistas do hospital materno infantil Gregorio Marañón de Madri e a Novartis, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Imunologia Clínica e Asma Pediátrica (Seicap) e da Sociedade Espanhola de Pneumologia Pediátrica (SENP).

Através de Carlos, e com textos de fácil compressão e desenhos intuitivos, pretende-se que as próprias crianças ou das pessoas encarregadas de seu cuidado, identificam os sintomas desta doença e saibam as atitudes que devem tomar uma vez que têm sido bem diagnosticados e recebem o tratamento adequado.

E é que uma criança com asma grave tratado corretamente pode levar uma vida como a de qualquer criança saudável, afirmou a doutora Maria Jesus Cabero, da SENP.

Quando está um asma bem controlada?

Mas quando é controlado asma em crianças?. De acordo com a doutora Elena Alonso, da Seicap, quando não tem sintomas de tosse pela manhã ou ao correr, você pode dormir bem, sem acordar, não precisa de medicação de alívio ou não tem ataques próprios da doença e pode fazer todas as atividades esportivas e de tempo livre.

Mas nem sempre é assim e a asma grave manifesta-se com dificuldades para respirar, falta de ar, tosse ou silibancias ou pitos.

Se apresentam estes sintomas é que o diagnóstico é tardio, está recebendo um tratamento inadequado, a adesão à medicação não é correta ou outras doenças recorrentes estão tentando de forma errada.

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