“Queremos recuperar a ilusão de que os médicos de família”

D. Salvador Tranche, novo presidente da semFYC /Foto cedida por semFYC

Quinta-feira 08.11.2012

Segunda-feira 03.02.2014

Segunda-feira, 15.04.2013

Salvador Tranche substitui na presidência da semFYC o doctor Josep Basra, que tem dirigido a esta entidade desde 2008.

De acordo com dados da semFYC, gastos com saúde caiu quase 9 por cento, por habitante e por ano, o que representa cerca de 160 euros por pessoa; e, nos últimos anos, a Atenção Primária (AP) foi decrecido 5,2 por cento.

Em 2014, o gasto em AP mal chegava a 15%, enquanto que na Atenção Hospitalaría era de 61%. A meta do doutor Tranche é mudar essa situação e, em uma entrevista com EFEsalud, conta como o conseguirá.

Como revitalizar a Atenção Primária?

Nós temos publicado um documento intitulado “Fortalecimento da atenção primária” em um Congresso em A Corunha, com a descrição de problemas e propostas de soluções para os profissionais, sociedades científicas e para as Administrações de Saúde.

O elemento chave são os médicos de família, e pedimos que “façam o que têm que fazer”. Ou seja, que tenham mais capacidade de resolução, de reduzir cargas burocráticas, de facilitar a dedicação de tempo para os pacientes, que têm uma agenda de qualidade, etc., A questão é recuperar o entusiasmo e o tom dos médicos de família.

Quais são as deficiências existem?
  • Existe uma clara redução do orçamento da AP e, além disso, o gasto é pouco.
  • Reduziram a taxa de reposição mais na atenção primária do que na Hospitalar. Um 13% na primária, contra 22% na hospitalar.
  • A tecnologia na primária são as pessoas, ou seja, os médicos de família. Nos hospitais as tecnologias são os profissionais e as máquinas. Nós não discutimos perante as novas tecnologias, pois a utilização nos centros de saúde é escassa. Mas surpreendentemente o crescimento pessoal foi maior na atenção hospitalar. Isso nos leva a um empobrecimento progressivo.
  • Sabemos, por evidências que os sistemas de saúde são mais eficientes quando a sua atenção primária é, e aqui está acontecendo o contrário. Se está enfraquecendo: presupuestariamente, organização e directivamente.
Querem criar uma “Vaga de atendimento ao sócio” Por que acha que é necessário?

A Diretoria e o Conselho Permanente querem que haja uma aproximação maior para o parceiro. SemFYC tem em curso vários processos colaborativos: o Modelo de Congresso, o Código de ética e a página web. Essas experiências nos fazem dar um passo a mais. Vamos abrir um processo para ver as necessidades de formação que têm os parceiros e recuperar uma interlocução mais próxima. É voltar o olhar para dentro.

Há bastante precariedade laboral dos jovens médicos de família, Quais são as medidas realizadas para melhorar esta situação?
  • Vamos criar uma plataforma de “denúncia” sobre situações de precariedade de trabalho inaceitáveis.
  • Vamos colocar em marcha uma interlocução com os que têm a capacidade de negociação dos sindicatos. Vamos ver se a todos os sindicatos, explicar-lhes a situação da medicina de família para tentar que eles negociem com as Autoridades Sanitárias.
  • Vamos publicar um livro “Manual de sobrevivência para jovens médicos de família”, que descreve qual é a situação após o MIR. Colete aspectos como: quais os requisitos legais para trabalhar no estrangeiro, como estão as bolsas e as tabelas de contratação nas comunidades, etc.
  • Nós assinamos um acordo com Comissões Operárias para o desenvolvimento de programas de formação dirigido aos jovens médicos de família.
Quais são as saídas trabalho lhes oferece aos jovens?

Temos uma presença internacional em WONCA, a Sociedade Internacional de médicos de família, tanto na Europa como na américa latina. Levamos em marcha vários programas internacionais:

  • Hipócrates: é um programa de rotação de médicos de família que entram e saem de Portugal.
  • Vasco Da Gama: oferece atividades de formação para médicos de família muito potentes.

E, por último, queremos lançar algo inovador para facilitar a ida para aqueles que querem ir e como facilitar o seu retorno.

Levam a cabo uma campanha nas redes sociais “Minha agenda é a sua agenda” para incorporar o tema da saúde em debates políticos, Qual é a finalidade?

Os partidos políticos nas últimas eleições não tentaram o sistema de saúde e estas o são, nomeado de soslaio. Nós propomos 3 coisas:

  1. Que os políticos tenham em sua agenda as necessidades dos cidadãos em relação a saúde.
  2. Que se fale especificamente dos médicos de família, por isso vamos pedir um Conselho inter-regional de Saúde monográfico de Atenção Primária.
  3. Que os partidos políticos especifiquem se vão revogar ou não o Decreto-16/2012, que vai contra a exclusão de saúde.

A Cada 2 ou 3 dias vamos introduzir estes elementos para que entre na agenda dos políticos.

Quais são as alterações na Saúde pediria aos partidos?
  • A primeira coisa que suprimidas pelo Decreto-16/2012 de Exclusão de Saúde e que voltássemos ao Sistema Nacional de Saúde. Quando os espanhóis viajar para o exterior, aos 90 dias de perder a condição de segurado do sistema de saúde.
  • Apostar na atenção primária, exigimos que 25% do orçamento da saúde lhe interesse. Em cifras atuais, em 2014, deu-se em 14%, o valor mais baixo dos últimos 14 anos. Pelo contrário, a atenção hospitalar tem sido a mais alta, com 62%.

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