Radiofrequência para a hipertensão que não responde a medicamentos

Um tratamento com radiofrequência nas artérias renais consegue controlar a hipertensão que não responde a medicamentos, de acordo com um processo posto em marcha pela Clínica Universidade de Navarra, primeiro hospital navarro e privado da Espanha, que aplica esta terapia

Clínica Universitária de Navarra

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Especialistas desta clínica são efectuado com sucesso este procedimento ao conseguir corrigir os valores de pressão arterial e reduzir à metade a medicação, 24 horas depois do procedimento, segundo informa o centro em um comunicado.

Em Portugal existem cerca de 650.000 pacientes com hipertensão arterial refratária, aquela que não responde ao tratamento convencional. A porcentagem de pacientes refratários ao tratamento médico é de cerca de 10% dos hipertensos.

Nesses casos, apesar de a administração de três ou mais fármacos em doses adequadas, os valores de tensão arterial permanecem elevadas, acima de 160/90 mm de Hg.

É a eles que se aplica o novo tratamento, que consiste na aplicação de radiofrequência no perímetro interno das duas artérias renais.

O procedimento de denervación renal não requer anestesia geral-apenas sedação-, ou cirurgia aberta, já que se realiza por cateterização através de punção da artéria femoral. O internamento hospitalar é de entre 24 e 48 horas após a intervenção.

Além disso, “refere estar melhor”, segundo relata o seu cardiologista, João José Gavira. “Após o tratamento de denervación com radiofrequência, continuamos controlando a tensão da paciente com a intenção de poder reduzir ao máximo a medicação”, indica o médico.

Nesta linha, aponta que, até mesmo, “há casos de pacientes que lhes foi aplicado este procedimento e que passam a ter prescritos 5 ou 6 fármacos para reduzi-los a um ou dois”.

A intervenção começa com a introdução, através de uma punção na artéria femoral, de um cateter dotado de uma cabeça de tamanho reduzido, constituído por quatro eletrodos. O cateter se mantém ligado a uma consola exterior, emissora de ondas de radiofrequência, com as que provocam as lesões (ablaciones) por calor no perímetro interno de ambas as artérias renais.

Deste modo, especifica, “interrupção da propagação do impulso nervoso que percorre o exterior da artéria e provoca a perpetuação da hipertensão arterial”.

O mecanismo pelo qual, mediante esta terapia de denervación renal se consegue controlar a hipertensão refratária funda-se que o rim recebe do cérebro através da medula espinhal, a inervação (impulso nervoso) do sistema nervoso autônomo autônomo, também chamado de “simpático”.

De acordo com esse aspecto, cabe distinguir dois tipos de pacientes hipertensos, em que existe uma causa que provoca a tensão arterial elevada, hipertensão, que é chamada de secundária, e em que não existe um fator que origine, casos em que a hipertensão qualifica-se como essencial. Este segundo tipo é o mais freqüente e o que afeta a maioria dos pacientes hipertensos.

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