Rafael Bengoa defende o desenvolvimento de sistemas de saúde em África

O ex-vasco da Saúde e diretor da área de saúde do Deusto Business School, Rafael Bengoa, recomenda o desenvolvimento de sistemas de saúde em toda a África, e não só nos países epidêmicos, para prevenir situações de crise, como a causada por um surto de ebola

Rafael Bengoa. EFE/Fernando Gómez/Foto cedida pelo Instituto Cervantes de Sidney (Austrália)

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Em uma entrevista em Sydney com Efe, Bengoa também tem advogado pela repatriação para suas nações de origem dos missionários e colaboradores que combatem o vírus na África Ocidental.

O especialista, que tenha trabalhado durante quinze anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS), sublinhou que, uma vez que se controle o surto de ebola os países desenvolvidos devem refletir se vão “voltar para deixá-los à sua sorte, ou ajudá-los a desenvolver sistemas de saúde”.

A realidade sanitária desvelada pelo ebola

O funcionário vasco explicou que o cérebro revelaram a falta de antivirais e vacinas para combater a doença, e optou por desenvolver um modelo de colaboração entre o sector público e o sector privado para criar medicamentos contra cerca de 800 doenças raras que são pouco atraentes para as companhias farmacêuticas, porque não geram lucros.

“Tem que ver com a regulamentação, com a visão de Estado e com que se reunissem os Estados para trabalhar em conjunto com as indústrias farmacêuticas e, ao mesmo tempo, regular uma situação em que elas possam antecipar lucros razoáveis e todos os medicamentos necessários, inclusive contra as doenças raras e tropicais”, disse Bengoa.

Por outro lado, o especialista disse que “gostaria de pertencer a um país que repatría as pessoas que tem ido a salvar vidas a África, em termos humanos e éticos”.

As autoridades espanholas decidiram repatriar dois religiosos que se encontravam em países africanos já com a doença avançada e que morreram no dia 12 de agosto e 25 de setembro.

Na última quinta-feira chegou a Madrid proveniente de Mali, um cooperador espanhola de Médicos sem Fronteiras, diante da suspeita de que possa ter cérebro e que permanece em quarentena.

O dia depois de repatriamento

Nesse sentido, Bengoa, que também orientou a Administração do presidente americano, Barack Obama, a reforma do sistema de saúde, foi considerado que a Espanha fez bem em repatriar as vítimas, embora isso fará com que a infecção de uma auxiliar de enfermagem, o primeiro caso de contágio do ebola registrado fora de África.

A auxiliar, de 44 anos, e que contagiou do cérebro, enquanto assistia a uma das duas vítimas mortais do vírus no Brasil, conseguiu superar a doença ainda permanece no hospital, já que, apesar de curado, deve-se melhorar alguns efeitos que o seu corpo deixou o vírus.

Apesar de ter admitido que países como o Reino Unido, construíram hospitais na África para lutar contra o ebola, o especialista vasco entende que esta iniciativa tem sido apenas uma resposta rápida para salvar cidadãos.

A epidemia de ebola causado em Serra Leoa, Libéria e Guiné -fronteira com o Mali – a infecção de 15.351 pessoas, das quais 5.459 morreram, segundo a OMS.

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