raio x do câncer de pulmão

Dra AITANA CALVO e Dr. GUILHERME VELASCO / GREGORIO DO ROSÁRIO / DAVID TAMANHO | Gregorio Do RosarioViernes 17.11.2017

Radiografia de uns pulmões livres de câncer

As radiografias são geralmente feitos em inspiração máxima e com a respiração totalmente suspensa. O osso absorve mais radiação e o ar menos; por isso se diz que o osso é radiodenso enquanto que o pulmão é radiotransparente, uma vez que a radiação que o atravessa mais facilmente.

A distribuição no corpo das quatro densidades radiológicas que são consideradas básicas, gás, água, gordura e cálcio ou densidade metálica, determina o que se distingue na radiografia de tórax normal. O contorno cardíaco, que contém um 70-80% de água, é apresentado ao estar delimitado pela densidade gás do pulmão.

Através de uma radiografia de tórax podem identificar doenças não malignas como as infecções pulmonares ou bronquite crônica; mas podem também ser identificados distúrbios associados a tumores, como o derrame pleural, atelectasia, as metástases pulmonares ou o cancro do pulmão e as metástases ósseas.

TAC para confirmar o cancro do pulmão

A tomografia axial computadorizada, também chamada de scanner, que utiliza raios-x para criar uma imagem detalhada do interior do corpo. A diferença com uma RX, bidemensional, é que um TAC garante imagens a partir de diferentes ângulos, obtendo fotografias tridimensionais muito mais precisas e definidas.

Com o TAC pode ser usado contraste intravenoso para aumentar a visualização dos vasos sanguíneos e outras estruturas, como os gânglios ou o fígado. Aplica-Se uma quantidade de radiação muito maior do que a do raio x, mas é um teste indolor; embora alguns pacientes possam experimentar reações alérgicas ao contraste.

Na oncologia é usado para detectar tumores ou recidivas da doença, para informar o tamanho do tumor ou para ajudar a determinar a forma mais segura de realizar uma biópsia; também para o planejamento de tratamentos, como a cirurgia ou a radioterapia, e para avaliar os resultados de tais procedimentos curativos.

Do TAC ao PET para ver o câncer em cores

A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é um procedimento de medicina nuclear, que permite a obtenção de imagens tomográficas em cores da distribuição das moléculas marcadas com diferentes radioisótopos, geralmente de meia-vida muito curta e que são geridos de forma intravenosa.

Um dos radioisótopos mais utilizados é o flúor-18, o qual é incorporado em moléculas biológicas como a FDG, análoga à glicose, para obter imagens de vários processos fisiológicos e patológicos, no corpo humano.

A captação de FDG por células malignas é proporcional à sua atividade metabólica. A captação tumoral de FDG pode ser determinado através da observação visual das imagens ou pela medição da captação de FDG em uma região de interesse (ROI) na imagem de PET.

Resumo para ver e analisar o câncer de pulmão

Usando esta técnica endoscópica é possível ver o interior das vias aéreas através de um micro de televisão que se introduz pela garganta. Trata-Se de uma prova que é realizada com sedação e é fundamental para o diagnóstico do câncer de pulmão.

Com a resumo obtêm-se amostras do tumor -biópsia-, essenciais para oferecer ao paciente oncológico o tratamento de quimioterapia ou imunoterapia mais adequado; isso sim, sempre em função das mutações genéticas que apresente esse tipo de tumor.

A metástase do câncer de pulmão

O absolutamente mau do câncer de pulmão, como de outros que aparecem em diferentes partes do corpo humano, não é que padezcamos esse tumor nas vias respiratórias, mas que se espalhe pelo organismo, normalmente através dos vasos sanguíneos ou do sistema linfático.

Ainda assim, a doença não implica um pior prognóstico da doença, já que, se o paciente recebe um tratamento eficaz contra o câncer primário, a medicação deve ser igual adequada frente ao processo secundário, ou metastático.

Graças à pesquisa, hoje em dia pode-se determinar, também, o risco de metástase e o perfil genético molecular de um tumor; portanto, se o perigo fosse alto, se evitaria a sua extensão, ou se atrasaria a sua aparição com um tratamento preventivo: quimioterapia adjuvante.

Cabe lembrar que as taxas de sobrevivência de câncer de pulmão, com cinco anos de idade (expectativa de vida do paciente) situam-se em pouco mais de 17%, ao contrário de outras patologias cancerígenas: 99% no câncer de próstata, 89% no câncer de mama ou 65% no câncer colorretal.

Desde a SEOM, no Dia Internacional contra o Câncer de Pulmão, que ocorre a cada ano em meados de novembro, a mais importante mensagem que se quer transmitir é a de que “o hábito de cigarros fumados (fumar) é a causa fundamental do câncer de pulmão, além de se encontrar por trás de pelo menos outras 200 doenças“.

Outras fontes de onde se bebe o câncer de pulmão, seriam: a exposição ao gás radônio, ser fumante passivo, a poluição do ar, a radiação, o amianto -material de isolamento na construção – ou fatores genéticos. Todas elas causas menores, se os compararmos com o efeito nocivo do tabaco, seja em pipa, em forma de puro ou com aspecto de cigarro extrafino, light ou mentolado.

Também é necessário invocar as pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão de cigarros fumados e que diversos estudos raciocinar que, se os pacientes abandonam o seu hábito, mesmo se sofrem da doença em estagio avançado, com metástase, sobrevivem mais tempo e com maior qualidade de vida.

DIAGNÓSTICO SEOM: “SIM para os doentes e NÃO para o câncer”

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