Rebélate contra a dor em seu Dia Mundial

Me dói. Me doem as mãos, os ombros, as costas… Essas são as frases que se repetem todos os dias, mais de sete milhões de espanhóis e compartilham de personagens famosos em um local com o qual o Instituto Mundipharma e da Sociedade Espanhola da Dor (SEDE) pretendem enviar uma mensagem desafiante: “a dor crônica pode ser tratada, não te resignes”

Ramón Sánchez Silva, Ana Garcia Lozano, Sandra Ribeiro, Conceição Silva, José Cisneros, Manu Tenorio e Berta Outeiro no lançamento do spot. EFE/Lúcia Carvalho

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Hoje é o Dia Mundial Contra a Dor. O Instituto Mundipharma e a SEDE quiseram vincular-se a esta celebração com a apresentação da iniciativa “Rebélate contra a dor”, um local em que participam nove rostos do panorama cultural português.

“Nós temos uma responsabilidade social para com os pacientes, a criação do Instituto Mundipharma sem fins lucrativos e as campanhas como esta são para eles, para que sintam que não estão sozinhos e para que não se resignen, 40% das pessoas que sofrem de dor pensam que já não se pode fazer mais, se sim, é possível”, adicionou em declarações à EFEsalud.

Por isso, a ideia do spot é, como sublinhou, “tornar visível o invisível, porque a dor não é algo que se vê, é algo que se sente e, quando é crônica, não é um sintoma, é uma doença que deve ser tratada”.

Nove rostos

Os nove rostos encarregados de dar visibilidade a este problema são os cantores Manu Tenorio e David Summers; os apresentadores Ana Outeiro, Ana Garcia Lozano, Josep Lobató, Ramón Sánchez Silva, José Prat, Albert Castilló e a modelo Sandra).

Eles aparecem intercalados no vídeo, simbolizando a servidão que produz o sofrimento e a necessidade de rebelar-se contra um mal que não entende de etnias, de ensino ou de condições econômicas.

A modelo Sandra Ibarra, que ultrapassou a leucemia em duas ocasiões, explicou a EFEsalud que sua vinculação com a campanha vem de sua experiência de vida. “Os doentes com cancro, uma das coisas que mais sofremos, é dor, algo que não é fácil porque afeta seu caráter e sua vida. Por isso é crucial pombalino e do império brasileiro, ver-lhe a cara à dor e criar consciência”.

Para o cantor Manu Tenorio“Rebélate contra a dor”, é uma iniciativa pioneira, em suas palavras: “temos familiares que levam anos sofrendo dores e nós estamos acostumados a se sentirem bem, quando você pode tentar, há que tomar consciência e não deixar que as pessoas que o sofrem, vivem mergulhados em esse problema que condiciona a sua personalidade, qualidade de vida e cria uma amargura que não lhes deixa viver”.

A solidariedade é a chave para a apresentadora Ana Outeiro, que se vinculou ao local porque “mostrar, quanto mais pessoas melhor, que existe a dor crônica, que muita gente não tinha captado em sua cabeça que se trata de uma doença, é fundamental. Trata-Se de ser solidários e contribuir com o que pudermos para que a sociedade se conciencie”.

Números que doem

Assim como “Rebélate contra a dor” nasce com a esperança de que as pessoas entendam que é possível lutar contra a dor crônica, a Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN) também se juntou aos esforços de este Dia Mundial para divulgar a problemática da dor neuropática.

O doutor Carlos Martín Estefânia, coordenador do Grupo de Estudos de Dor Neuropática da SEN, observa que esta dor “pode ter muitas causas, mas certas doenças neurológicas como o avc, esclerose múltipla, polineuropatías, diabetes ou certos vírus, como o herpes zoster são as mais frequentes.

A SEN também mostrou, com números, a importância de dar visibilidade à dor:

  • A prevalência da dor crónica em Portugal pode chegar a 11% da população.
  • Desse percentual, 47% sofre de dor diariamente.
  • Um alto percentual de pacientes com dor crônica sofrem de dor neuropática.
  • Pelo menos existiria entre 240,000 e 600.000 pessoas com dor neuropática em Portugal.
  • 85% dos pacientes com dor neuropática viram deterioração da sua qualidade de vida.
  • Em mais de 50% dos casos sofrem de ansiedade, depressão ou distúrbios do sono.
  • A dor neuropática é o oitavo diagnóstico mais frequente nas consultas de neurologia.

Concepção Pérez, da SEDE, foi resumido por que são vitais as campanhas de divulgação sobre a dor: “Uma em cada quatro pessoas em Portugal sofre de dor crônica todos os dias de sua vida, desde que se levanta até que se deita. A qualidade de vida desses pacientes é pior do que a de muitos que têm um cancro”. Por isso, há que deixar claro a mensagem: com a ajuda especializada, a dor pode ser tratada e melhorar.

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