Receita para combater a dpoc e o seu aumento em mulheres

EPA/ANA-MPA/Simela Pantzartzi

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Quinta-feira 28.05.2015

A dpoc é uma doença relacionada com o consumo do tabaco em cerca de 90 por cento dos casos e costuma apresentar-se a partir dos 40 anos. Esta patologia é a terceira causa de morte no mundo, e as mulheres fumadoras têm 13 vezes mais chances de morrer por causa da dpoc do que as que não fumam.

O pneumologista Bernardino Alcázar, coordenador da área de Dpoc da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (Separ), explica em uma entrevista com EFEsalud que as tendências do tabagismo mudaram porque cada vez que fumam mais mulheres. Para evitar e travar a dpoc, o doutor Alcázar recomendável levar um estilo de vida saudável e faz com especial ênfase nos seguintes pontos:

  • Deixar o tabaco.
  • Fazer exercício físico todos os dias durante 30 ou 60 minutos. Além de prevenir o aparecimento da dpoc, os pacientes que padeçam, se realizam esporte vai se sentir muito melhor e têm menos possibilidades de entrar no hospital.
  • Vacinação da gripe. Em algumas ocasiões também se recomuenda a vacinação do pneumococos embora as evidências científicas são muito menores do que as de uma gripe.
  • Cinco ou seis refeições por dia, variadas e em pequenas quantidades. O médico recomenda que a dieta predominam as verduras e legumes e evite alimentos que produzam gases, a fim de evitar que as consequentes dores de inchaço da barriga.
  • Se você sofre de dpoc, siga sempre as prescrições que te defina o seu médico.

As mulheres são mais propensas a desenvolver dpoc

De acordo com os últimos dados aos quais teve acesso o doutor Alcazar, a dpoc é a terceira causa de morte a nível mundial, e no caso de Portugal, os valores situavam-se no início do século presente, 35 pacientes mortos por 100.000 habitantes (mais de crianças que morrem por doença ou diabetes), mas diminuíram até 18-20 no ano de 2012.

A doença pulmonar afeta o 10,2 por cento da população portuguesa entre os 40 e os 80 anos e dá lugar a cerca de 18.000 mortes anuais. Em Portugal, entre os 16 e 24 anos já fumam mais mulheres do que homens. Além disso, o grupo da população de 25 a 44 anos, quase a metade são fumantes.

De acordo com Alcázar há estudos que mostram que as mulheres têm mais facilidade de desenvolver a dpoc, embora consumam a mesma quantidade de tabaco do que os homens.

Alcázar detalha que existem algumas hipóteses, o que poderia explicar por que as mulheres podem ser mais vulneráveis a contrair esta doença pulmonar:

  • A via respiratória das mulheres reage com mais freqüência de uma forma anormal a links externos, o que é conhecido como hiper-reatividade brônquica. Atualmente, está investigando a incidência de algum fator genético que explique por que uns podem desenvolver mais do que os outros.
  • O pneumologista diz que uma das possibilidades pode esse fenômeno pode ter alguma relação com os estrogénios, que segrega a mulher durante o seu ciclo hormonal que se podem constituir como compensadores ou protetores contra o desenvolvimento da doença, mas quando aparece a menopausa podem ser mais suscetíveis a recolhê-la.

Sétima causa de morte em mulheres

A dpoc é a quarta causa de morte entre os homens, com uma taxa anual de 44 mortes por 100.000 habitantes, e a sétima no caso das mulheres, com uma taxa de 14,2 com o mesmo número de habitantes.

Não obstante, se gera uma controvérsia com os números anteriores, porque o estudo Episcan constata que o 55,3% das mulheres com dpoc nunca ter fumado, e, por isso, há que ter em conta também o tabagismo passivo, bem como a exposição a outras fontes de fumaça, como os fogões de lenha ou de carvão.

Além disso, conforme aponta o Alcázar, é uma doença que aparece de forma mais freqüente nas classes sociais mais pobres: “nas regiões com menor PIB ou renda per capita são detectados mais pacientes e mais mortes por dpoc”. Não obstante, o doutor observa que não sabem se poderia também ser um efeito ligado ao tabaco, embora haja mais estudos fora de Portugal, que apontam para o mesmo”.

O impacto econômico da abordagem terapêutica de um milhão e meio de pacientes espanhóis que sofrem com esta doença responde por 0,2 por cento do PIB português.

Diferenças geográficas

A presença da dpoc varia em função das diferentes áreas geográficas a causa de vários fatores.

O especialista explica que, em algumas regiões da Península, como a Galiza era muito comum cozinhar com lenha ou carvão e, além disso, na maioria das casas se aqueciam através de chaminés. Esta é uma das razões por que foram detectados neste lugar mais mulheres com dpoc, apesar de não ser tempestade.

A maior prevalência de dpoc é registrado em Astúrias com 17% dos casos, enquanto que em Burgos os números diminuem até 7 por cento.

O dr. Carlos Cabrera é o autor de um estudo denominado “Prevalência de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica nas Ilhas Canárias” e nele descreve que nesta região a presença de dpoc é muito menor do que na maioria das zonas espanholas previamente estudadas. De acordo com Cabrera, “os fatores climáticos favoráveis podem contribuir em alguma medida para reduzir a ocorrência e a gravidade dos sintomas respiratórios ou de exacerbações”.

Detecção e tratamento

Se você tem uma tosse contínua “típica de um fumante”, é muito aconselhável que acudas à consulta do seu médico, porque ele é um dos principais sintomas que podem ser confundidos com a dpoc.

Após essa tosse costuma aparecer a expectoração e suas conseqüentes dificuldades para respirar, por isso, o ideal é ter um diagnóstico o mais cedo possível.

Bernardino Alcázar acrescenta que o diagnóstico é muito simples: “se realiza uma espirometria -um teste que mede a função pulmonar – que está disponível para qualquer pessoa na grande maioria de centros de atenção primária”.

No sentido da prevenção, o pneumologista diz que as medidas governamentais contra o consumo de tabaco são imprescindíveis para erradicar todas as doenças que esta moda implica.

A base do tratamento farmacológico costuma ser um bronco-dilatador que tem a função de abrir os brônquios via respiratória, a fim de melhorar a função pulmonar e fazer com que o paciente reduza os sintomas. Não obstante, no caso de pacientes que sofrem de episódios de crise de uma forma mais frequente existem outras drogas, já que visam a diminuir a inflamação que ocorre nos pulmões desses pacientes.

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