Receitas divertidas, as crianças mais saudáveis

Abrir as portas da cozinha para crianças e envolvê-los de todo o processo que envolve a colocar um prato na mesa, é a melhor maneira de aprender a respeitar os alimentos, motivar a sua curiosidade por novos sabores e iniciá-los nas técnicas culinárias

Cubo “mágico” de fruta e queijo fresco/Foto cedida por Scolarest

Artigos relacionados

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Segunda-feira 20.08.2018

O showcooking “Cozinha fácil e saudável para ter sucesso com as crianças”, que foi organizado em Madri, tem como fim ajudar os pais a transmitir bons hábitos de alimentação a seus filhos, através de propostas culinárias equilibradas e divertidas.

Foi posto em marcha o projecto “Comer, Aprender, Viver” com o objetivo de converter os menus em instrumentos de ensino e de aprendizagem. A ex-nadadora olímpica sincronizada Gemma Mengual, que é embaixadora da iniciativa, colocou o avental para cozinhar no showcooking. Ela conhece de perto os valores da campanha e diz: “Alimentar-se bem é a melhor forma de ter poder para triunfar”.

As cinco refeições diárias recomendadas, apenas uma se leva a cabo na escola. Apesar disso, na hora de comer as crianças ingerem 35% dos nutrientes de que necessitam, durante todo o dia, por isso que os menus escolares devem ser adequados e saudáveis. Beatriz de Diego é responsável pelo Serviço de Dietética e Nutrição de Scolarest e nos conta como despertar o amor pela cozinha e pela comida em pequenos da casa.

Comer de forma saudável também é divertido

Há pratos fáceis, divertidos e saudáveis que incentivam os pais a fazer os seus filhos em seu processo de elaboração. Um exemplo é o hambúrguer de lentilhas, que é uma receita composta por legumes e cereais. A cor de lentilhas é muito semelhante ao da carne de hambúrguer, por que as crianças acham mais atraente e comê-lo mais facilmente.

Alimentar é educar

É no lar que se faz 80% das refeições semanais de crianças. É lá onde eles podem aprender tudo o que está relacionado com a alimentação e a nutrição, a cultura gastronómica e a tradição, despertando o seu interesse por aquilo que comem, como e por que o comem.

A educação alimentar não é apenas aprender a preparar pratos saudáveis, mas que vai mais além. Há um processo em que as crianças podem participar:

  • Planejar o menu: Não podemos deixar nas mãos de crianças, a escolha dos alimentos, no entanto, eles devem se sentir participantes, escolhendo, por exemplo, as propostas para dias especiais.
  • Organizar a compra: os pequenos podem participar da lista de compras, enumerando os produtos que gostaria de incluir. Os pais podem admitir como válido qualquer um desses alimentos.
  • Conhecer os sites onde comprar: desta forma aprendem a origem dos alimentos, a sua forma de conservação e que é um mercado.
  • Armazenamento: colaborar na organização da compra-lhes ajuda a se familiarizar com todos os alimentos e identificar quais os alimentos que não devem faltar em uma despensa.

Dieta equilibrada desde a infância

A alimentação desempenha um papel essencial durante a fase infantil, e não apenas contribui para um bom desenvolvimento, mas que assenta as bases para que a criança se torne um adulto saudável.

O que há que fazer para que uma criança coma saudável?Fazer com que coma variado é a chave. Um dos principais problemas quando nos deparamos com a alimentação, tanto pequenos como maiores, é que tendemos a descartar certos alimentos.

Quais os alimentos que ajudam o crescimento?Embora todos os alimentos são importantes, devemos assegurar um fornecimento de energia na dieta da criança. A maior parte da energia tem que vir de hidratos de carbono (pão, cereais e massas); de laticínios, que favorecem o crescimento dos ossos; as proteínas, de que não há que descartar as de origem vegetal; e as frutas e legumes, que são imprescindíveis.

O que é uma dieta adequada no dia a dia de uma criança?

  • EFE/Marcelino UesleiDesayuno: Muitas crianças não tomarem adequadamente. “Está provado que não tomar o pequeno-almoço diminui o rendimento físico e intelectual”, afirma Beatriz de Diego. O pequeno-almoço ideal para os mais pequenos pode ser um copo de leite acompanhado por cereais, bolachas ou torradas. Deve-se sempre evitar o uso de produtos de pastelaria industrial, assim como é importante a ingestão de frutas.
  • Meio da manhã: se trata de um complemento no café da manhã. “Muitas crianças não são capazes de ingerir certa quantidade de alimentos a primeira hora do dia, assim que nós podemos reservar as peças que não foi tomado para o lanche do meio da manhã”, aconselha a especialista.
  • Comida: aqui pode ser um primeiro prato de arroz, macarrão, legumes ou vegetais. O segundo prato deve contribuir para o aporte de proteínas animais, como o peixe, a carne ou o ovo. Além disso, a sobremesa é importante e ele deve-se priorizar o uso de frutas.
  • Lanche: é um ponto-chave nas crianças, especialmente quando fazem atividades extra-classe. “Temos que ser capazes de ajustar a quantidade e o tipo de lanche para o que irá fazer durante toda a tarde. Não é o mesmo que ter uma atividade extraescolar sedentária que uma atividade física”, explica Diego.
  • Jantar: você deve ter uma estrutura semelhante à da comida, mas sempre tem que ser mais suave e leve para favorecer o descanso da criança.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply