“Reciclad@s”, quando a vida te obriga a “renascer” uma e mil vezes

EFE/GEORGI LICOVSKI

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O livro é dirigida especialmente para aqueles que, como a autora, tiveram que se adaptar a uma situação inesperada, e propõe uma abordagem positiva das segundas oportunidades, partindo do conceito de “quebra-ido” (quebrado + ido), em referência aos que têm de enfrentar uma nova vida depois de uma experiência dolorosa.

“Trata-Se de passar de vítimas a protagonistas da vida”, explica a EFEsalud Orvalho do Cerro, que depois de 28 anos de trabalho na Rtp, se viu afetada pelo ERE que essa cadeia aplicado em janeiro de 2013, e teve que “reciclar a si mesma” e buscar outros horizontes no mundo da informação e da comunicação.

“O século XXI é o século dos reciclados, onde um vive muito mais depressa e morre mais lentamente, cada vez temos mais anos para viver mais vidas e renascer a outras”, afirma esta jornalista, também licenciada em Ciências Políticas e doutor em Sociologia.

Outra das novidades do livro é o conceito de “TA-TA-up” (talento, talento e acima) que, para ela, é a “fórmula de saída” para empreender uma nova etapa.

Do Cerro fala a partir de sua própria experiência: “eu Não quero apenas pessoas com talento ao meu redor, quero bom talante, pessoas que puxar os outros para cima a partir da empatia com os outros”, diz.

O livro traz as chaves para se tornar visível porque, afirma, “o talento tem uma parte que se desenvolve para dentro e outra para os demais, e é muito importante ter um bom anúncio de nós mesmos”.

A reciclagem por obrigação ou devoção

Reciclad@s (OPEN Edições Universitárias, coleção Ciências Sociais), coleta de dados e experiências de pessoas que são reciclados por obrigação ou devoção.

“Vivemos a era das segundas oportunidades; temos 60 anos de vida repetitiva e nela vivemos a crise de trabalho, sentimentais, pessoais”, diz Orvalho.

A jornalista, que une o conceito de quebra-retirando-o de trabalhadores sucata após perder o emprego, salienta a importância de recuperar a visibilidade após experiências duras e desoladoras, e exalta a decisão de empreender o caminho para voltar a começar, mas não a partir do zero: “Começar do zero é uma ordinariez. Os que sabem, são reciclados com uma mochila leve e limpa, praticam a ecologia e sabem aproveitar o que tem, de refazer-se e sonhar um novo futuro como ponto de partida”.

O livro recolhe em sua primeira página, em modo de tag, palavras-chave em relação com a reciclagem, como “criar”, “oportunidade”, “experiência”, “evolução”, atrevimento”, “cair”, “mudança”, “futuro”, “resiliência” ou “recomeçar”, entre outras.

Orvalho do Cerro, que também já participou de eventos como o Congresso Internacional de Resiliência, o Congresso para Empresários Europeus, o Fórum do Empreendedorismo Inclusivo ou a Maratona do Coaching para o Emprego, expõe ao final do livro uma série de pequenas dicas para pessoas em processo de reciclagem.

Estes são alguns:

  • Há pessoas que voltou a encontrar um emprego, mas não conseguiu voltar a encontrar-se a si mesmo. Não perca.
  • Ninguém é perfeito, ser perfeito é um latazo.
  • Seu parceiro pode deixá-lo muito, o seu trabalho pode deixá-lo, tu não podes deixar. Alguém tem que apostar por ti. Tu.
  • Você está seguro de que seu ex-parceiro é um grande tema de conversa?
  • Aprenda a dizer não quando quer dizer não.
  • Qualquer tempo passado foi melhor, talvez mais seguro.
  • Agora somos reciclados por obrigação, mas chegarão gerações que se reciclarán por devoção.

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