Reciclar a sua gordura para reconstruir seus seios

Reciclar a gordura que se acumula em seu próprio corpo para reconstruir suas próprias mamas, após uma mastectomia, ou porque você não quiser levar mais os implantes de silicone que te puseste, quando eras mais jovem, é hoje uma prática habitual da cirurgia plástica e reparadora que foi visto no tecido adiposo uma mana natural que há poucos anos ignorava.

Imagem de uma mamografia. EFE/Chema Moya

A gordura tornou-se um material biológico de primeira, já que contém milhares de células-tronco, que ajudam, por si só, para regenerar a pele e, portanto, “melhorar a sua qualidade”.

Licenciado em Medicina e especialista em Cirurgia Plástica Estética e Reparadora, Frederico Silva da Romana explicou a Efesalud como os avanços da medicina e da técnica permitem hoje reutilizar a gordura da paciente, para que mostre umas mamas mais naturais.

E conseguir um peito natural, após a retirada de um implante é hoje possível graças à gordura que sobra para o próprio paciente.

Esta gordura é geralmente obter do abdômen, coxas e glúteos.

Voltar à origem

Algumas mulheres, especialmente as pessoas com mais de 60 anos, vão ao especialista cansadas de implantes de silicone que se puseram de jovens e o que eles querem é voltar para olhar seus seios sem nada artificial.

Mas também há demanda desta retirada, explica o especialista, por parte daqueles que sofreram complicações pós-operatórias como infecção, acúmulo de líquidos, ou contraturas capsulares severas.

Outras vezes, as mulheres pedem que lhes retirem os implantes porque o resultado estético não é o desejado, pois as mamas são assimétricas, ou se são de tamanho desproporcional em relação ao resto do corpo.

Mas se é um problema de rejeição porque a mulher não se vê com a prótese implantada ,”então, é que a indicação primária tem estado mal feita ou não deveria ter sido operado”.

“Normalmente, trata-se de mulheres que têm estado mal assessoradas quanto à escolha do tamanho dos implantes e passado um tempo decidem retirá-los”.

Sua principal preocupação é voltar a ter um peito natural e estético, “algo que se pode obter, após a realização de um exaustivo estudo personalizado em cada caso”.

Mas trata-se de uma intervenção que “tem um grau de complicação, e requer um especialista em mamas muito experiente, para que o resultado seja natural e as cicatrizes são o mais imperceptível possível.”

Às vezes, o implante provoca uma expansão da pele da mama, especialmente se era muito grande, assim como uma pequena atrofia da glândula mamária.

Reconstruir as mamas: técnicas

O primeiro passo para a reconstrução e analisar os tecidos mamários existentes, verificar o seu estado e explorá-los para a remodelação dos mesmos, técnica chamada mastopexia.

Posteriormente se avaliará a necessidade de preencher os mesmos, para isso, o mais indicado é fazer uma lipotransferencia de gordura da própria pessoa.

Além disso, é uma técnica que não deixa nenhum tipo de cicatriz ou na zona doador ou receptor.

Frederico Silva da Romana ressalta-se que quando um paciente se coloque submeter-se a uma intervenção de cirurgia estética deve estar muito segura e colocar-se nas mãos de uma equipe especializada.

Este equipamento deve saber asesorarla sobre a necessidade da operação e o tamanho dos implantes mamários mais adequados, em função de seu corpo. Igualmente necessário é recorrer a um centro que contar com todas as garantias.

A remodelação dos seios, após a remoção dos implantes mamários, é uma intervenção que requer muita experiência, porém a recuperação é relativamente rápida.

De acordo com Pérez Romana, a lipotransferencia está também muito recomendada para as mulheres que sofreram mastectomia.

Devido ao tratamento do câncer dos tecidos mamários costumam ser afectados e para estes casos procede-se a colocar prótese e colocar gordura ao redor do implante.

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