Reconstroem o nariz, a partir da cartilagem e pele de orelha

Uma equipe médica do Hospital Universitário Da Ribeira, em são paulo (Valência), foi reconstruído o nariz de uma menina de sete anos, com uma técnica de microcirurgia em que foi empregado cartilagem e pele da orelha e vasos venosos e arteriais da própria paciente

Fotos fornecidas pelo Hospital Universitário Da Ribeira do antes e depois da reconstrução do nariz da menina

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

A menina, que foi operado há alguns meses, e cuja evolução foi resultado de “sucesso”, sofria de uma grave deformação no nariz causada por uma infecção, causada por estreptococos pneumoniae, segundo explicou o hospital em uma nota de imprensa.

A infecção havia deixado a criança sem ‘columela’, ou seja, sem a parte que se estende desde a ponta do nariz, no lábio e que se encarrega de separar os dois orifícios nasais, o que lhe causava, além de um prejuízo estético, uma alteração a correta funcionalidade do seu nariz.

Segundo destacou o chefe do Serviço de cirurgia plástica e reconstrutiva do centro de saúde, o doutor José Mallent, a estrutura que tinha que reconstruir caracteriza-se por ter a pele e cartilagem, por isso era necessário encontrar no corpo da paciente, uma estrutura semelhante que permita reconstruir o nariz.

Na intervenção, ele tinha que produzir, além disso, o menor dano possível, e os especialistas optaram por extrair e implantar no nariz do paciente o hélix, prega que circunda a borda da orelha.

Do mesmo modo, teve de dotar este implante de fluxo sanguíneo para garantir sua sobrevivência, o que os médicos conseguiram usando um ramo da artéria femoral do paciente para criar um circuito sanguíneo a partir do ângulo da mandíbula até a aleta nasal através de um dos sulcos nasogeniana (os sulcos que aparecem em ambos os lados do nariz e boca), foi apontado Mallent.

Na intervenção cirúrgica, de sete horas de duração, tem participado toda a equipe do Serviço de cirurgia plástica e reconstrutiva do Hospital Universitário de La Ribera (doutores José Mallent, Giovanni Bistoni e Alessio Becchetti), junto a membros do Serviço de Anestesia e duas equipes de Enfermagem.

“Foi uma intervenção de elevada dificuldade técnica, em que nos encontrávamos, limitados pela idade da paciente, que, por ser uma menina, tem estruturas mais pequenas e veias e artérias mais finas que um adulto, e por cicatrizes no nariz e o lábio superior, que lhe havia deixado a infecção”, indicou Mallent.

Para o cirurgião, a reconstrução de uma criança tão pequena” abre as portas para que se possa levar a cabo este tipo de “cirurgias muito sofisticadas” em “pacientes de qualquer idade”.

Após quatro dias internada no hospital, e depois de uma intervenção posterior de revisão, o implante realizado na menor evoluiu “perfeitamente, gerando a sua própria rede de vasos e artérias locais”.

Ao mesmo tempo, tem evitado a deformação a que teria dado lugar ao crescimento do nariz, sem que se tivesse realizado a intervenção.

O resultado da intervenção, o que permitiu recuperar a funcionalidade da estrutura nasal do paciente, uma vez que pode respirar melhor, teve um “favorável impacto psicológico da criança”, que, por sua deformidade, “encontrava-se excluídos” socialmente.

Esta situação gerava nela “maus resultados escolares e isolamento”, enquanto que “desde a intervenção é uma menina alegre, mais sociável e mais aceita por seus colegas de classe”.

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