Redes sociais e internet contra a obesidade infantil

Não há maior precursor do sedentarismo que uma tela, desde a televisão até o móvel, passando pelo computador. Por isso, os especialistas do Centro de Investigação Biomédica em Rede-Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição (Ciberobn) acreditam que a internet e as redes sociais podem ser utilizadas para que as crianças se levantem do sofá e combater a obesidade infantil

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No VIII Simpósio do Ciberobn, que decorreu recentemente em Madrid, médicos e pesquisadores têm considerado que, já que não podem lutar diretamente contra a influência das telas, pelo menos, utilizá-las de forma útil.

A obesidade infantil tem sido um dos temas centrais desta reunião científica em que também foi tratado sobre a influência da genética e da epigenética na obesidade, o tecido adiposo marrom como alvo terapêutico ou os avanços no tratamento da obesidade.

Segundo o estudo ALADIM 2015, promovido pelo Ministério da Saúde, a prevalência do excesso de peso em crianças espanhóis foi de 23,2% e a prevalência de obesidade foi de 18,1%.

Uma das estratégias de prevenção analisadas na reunião foi a de utilizar jogos online, que promovam o movimento das crianças, como o famoso Pokémon Go que te convida para passear enquanto procura os pokémon.

Explica o doutor Luis Moreno Aznar, investigador principal do Ciberobn, organismo dependente do Instituto de Saúde Carlos III, e catedrático da Universidade de Zaragoza, que também acredita que a via on-line deve servir para aumentar o conhecimento sobre a obesidade e suas comorbidades associadas e para promoção de comportamentos saudáveis.

“Temos que ser prudentes, porque estamos em uma fronteira delicada em relação a internet e as redes sociais e isso nos faz insistir no fato de ter que avaliar tudo o que fazemos, utilizar estes meios e avaliá-los”, disse.

Excesso de peso, prelúdio da obesidade infantil

Outra das estratégias de prevenção é colocar o foco na criança com excesso de peso como um prelúdio da obesidade infantil.

Insistem na importância do papel do médico de atenção primária para que não apenas controlar o índice de massa corporal (IMC) da criança, mas também para que promova hábitos de vida saudáveis com a dieta mediterrânica como padrão.

Hipertensão infantil

O obesidade não é apenas ter um peso muito acima do normal e um acumulo de gordura, também acarreta outras doenças.

E, no caso de crianças não é diferente, a patologia associada mais frequente é a hipertensão arterial, o que desaparece assim que o menino normaliza o seu peso.

“A hipertensão arterial apresenta-se com mais freqüência em crianças obesas e já em plena idade escolar, a partir dos 5 ou 6 anos”, assegura o médico.

E os fatores de risco são a atividade física e o sedentarismo, que não é o mesmo conceito. O recomendado é um tempo diário dedicado à atividade física (andar, fazer algum esporte, dançar,…), uma hora, por exemplo, e não ficar mais de duas horas por dia sentado em frente a uma tela (televisão, computador, tablet….) para evitar comportamentos sedentários.

“Há pessoas que cumprem com as recomendações de atividade física, por exemplo, mas não com as de sedentarismo ou há aqueles que não cumprem nenhuma das duas. Tão importante é cumprir umas como outras, não só de mover-se quando fazemos desporto, mas passar o resto do dia, na vida cotidiana (caminhar, subir escadas, não estar sentado muito tempo seguido). E isso, é claro, também se aplica às crianças”, afirma o especialista.

Um falta de exercício e da atividade que também provoca outras doenças associadas como a resistência à insulina, o primeiro passo para desenvolver a diabetes tipo 2 é observada com relativa freqüência a partir dos 5 anos.

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