Redes sociais, um refúgio da solidão

EFE/Fernando Bizerra Jr

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Assim o assegura Cristina Valls Ayuso, licenciada em Psicologia e Psicopedagogia, em um estudo sobre a solidão e a importância das redes sociais para o que obteve o segundo prêmio da Cátedra de Investigação e Desenvolvimento Aplicado em Psicologia (CIDAP2015) do Colégio de Psicólogos da Comunidade Valenciana.

De acordo com Valls, ainda que a solidão tem sido considerada como a ausência de companhia, alguns autores usam o termo para se referir a uma experiência subjetiva muito mais complexa do que tem sua origem no modo como o indivíduo percebe a qualidade de suas relações.

Valls, do mestrado em Psicologia Jurídica e Perícia Psicológica Forense, garante que as pessoas solitárias tendem a ter baixa auto-estima e falta de confiança em si mesmas, o que lhes impede de sair para a rua e entrar em contato com outras pessoas por medo de se sentir rejeitados.

No entanto, nas redes sociais, “um mundo construído por extravertidos e que permite conhecer muitas pessoas sem sair de casa”, se sentem “seguros sendo pessoas introvertidas em um mundo de pessoas extravertidas“.

O estudo salienta que, com o surgimento das redes sociais “mudou a forma de se relacionar“, já que as pessoas podem expressar-se sem a necessidade de expor-se a um contato direto, mas ocorre o “paradoxo” da “solidão na época dos mil ‘amigos’ em redes”.

Para Valls, a solidão é um sentimento que qualquer pessoa experimenta ao longo de sua vida, mas se prolonga no tempo “pode acarretar graves problemas de humor, como a depressão”, já que não há que esquecer que o ser humano é um ser social”.

Segundo afirma, este estado de insatisfação parece afetar um número cada vez maior de pessoas, apesar de que as condições de vida estão melhorando, e em Portugal a solidão afeta um terço das pessoas com mais de 65 anos.

A psicóloga aponta que o mundo moderno “nos vê praticamente conectados à internet em todo momento e lugar”, já que o acesso às redes sociais é constante através de dispositivos móveis, como os telefones “inteligentes”, ou “smartphones”.

Em sua opinião, estas novas formas de se relacionar com o ambiente afetam de maneira notável para as emoções, já que um simples “gosto” ou um comentário sobre o muro virtual “pode chegar a provocar sentimentos em uma pessoa, por isso há mesmo quem exagera a realidade”.

Não obstante, afirma que a solidão “prejudicial para a saúde humana, pois propicia aos maus hábitos de saúde, um maior consumo de medicamentos e um nível mais alto de estresse e aos efeitos nocivos da solidão podem ser aumentados pelas redes sociais virtuais.

De acordo com o estudo “Connected Life” da consultora Kantar TNS, o uso das redes sociais no Brasil experimenta um crescimento brutal”: os internautas espanhóis são conectados a cada semana uma média de 6,2 plataformas sociais, uma cifra superior a 5,4 de seus vizinhos europeus e a média mundial de cerca de 4,8.

Os espanhóis cada vez se conectam com mais frequência em redes sociais e plataformas de mensagens. As mais utilizadas são o Whatsapp (86 % a utiliza cada semana), Facebook (83 %), Youtube (72 %), Twitter (45 %) e Facebook Messenger (43 %).

Os mais jovens passaram a estar presentes em até oito plataformas, enquanto que os espanhóis entre 54 e 65 anos de idade tendem a ter presença em 4,4.

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