Redução de estômago, opção para adolescentes com obesidade mórbida

Fazer um by-pass gástrico para reduzir o estômago a um jovem com obesidade mórbida é um assunto controverso, mas um estudo acaba de revelar a sua capacidade para mudar a vida dos jovens entre 15 e 18 anos com maus hábitos alimentares e extremamente sedentários

EPA/GEORG WENDT

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Um 15 % dos adolescentes espanhóis é obeso, uma das taxas mais altas da Europa, que os médicos consideram uma epidemia.

Com base no fracasso para alterar essas condutas, o Centro de cada local e do Doutor Besta acaba de tornar públicos os resultados de uma investigação centrada em avaliar a qualidade de vida de 32 pacientes adolescentes submetidos a cirurgia bariátrica com laparoscopia, que tinham um índice de massa corporal superior a 40 ou acima de 35 com alguma patologia adicionada como diabetes tipo 2.

A pesquisa, apresentada no XIX World Cogress IFSO 2014 (International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders), realizada em Montreal (Canadá), mostra a mudança “radical” que se submeteram a esses menores, até o ponto de que a sua qualidade de vida não diferia de que estão livres de excesso de peso.

Os jovens operados “mantinham uma qualidade de vida próxima a pessoas sem antecedentes de obesidade a um ano da intervenção”, declarou à Efe o médico Besta, pai da cirurgia laparoscópica aplicada àobesidadeem Portugal, onde realizou a primeira intervenção em 1995.

Apesar desses resultados, o especialista defende “combater os hábitos da sociedade de forma firme”, porque, em sua opinião, não deveria ser necessário ter que escolher entre aplicar uma cirurgia da obesidade, um adolescente diante da evidência de que a intervenção “tem menor risco de ficar com o peso mórbido que apresenta”.

A opinião do endócrino

Em nossos dias, disse à Efe o médico endócrino João Ybarra, há “uma sociedade doente, de uma má alimentação e sedentária, como nunca antes se havia visto, e a obesidade, que experimentam as crianças é “semelhante” à dos adultos, mesmo desenvolvendo doenças como diabetes e hipertensão.

Ambos os especialistas esclarecem que a decisão de realizar uma cirurgia bariátrica em adolescentes, que tentei de tudo sem sucesso, deve ser tomada em conjunto pelo paciente e os familiares.

Do mesmo modo, o menor deverá ser avaliado por uma equipe multidisciplinar que inclua nutricionistas, psicólogos e caixa médico, assim como os próprios cirurgiões bariátricos.

O estudo centrou-se em 32 pacientes com obesidade mórbida entre os 15 e os 18 anos, apreendidas através de um by-pass gástrico com alça comprida, realizado por laparoscopia. A operação lhes deixou um estômago recolher entre 30 e 40 centímetros cúbicos.

A todos os adolescentes que se lhes fez o teste de índice de qualidade de vida gastrointestinal, com perguntas relativas a sintomas digestivos ou sobre a condição física (cansaço, mal-estar, insônia, não melhora a aparência física, nível de energia e entusiasmo).

Outras questões iam dirigidas a aspectos emocionais (grau de tolerância a situações de estresse, depressão, nervosismo, medo, satisfação e frustração); referentes ao ambiente social e à adaptação a este (capacidade para realizar tarefas cotidianas, atividades de diversão, assim como de mudanças na forma de se relacionar com familiares, amigos e vida sexual), ou sobre o impacto e o efeito do tratamento médico.

Cada paciente foi vigiado com macrocontroles aos 3 meses, aos 6 meses e o ano da intervenção, com resultados “claramente esclarecedores” dos benefícios que lhes informou a cirurgia bariátrica: “a Sua qualidade de vida, não diferia da de pessoas sem antecedentes de obesidade”.

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