Reduzir em Portugal em 25% a mortalidade coronariana em 2025

Os cardiologistas venha possível que Portugal consiga reduzir em 25 % a mortalidade prematura por doenças cardiovasculares para 2025, um objetivo global que visa a Federação Mundial do Coração, que lançou uma campanha com o fim de prevenir os principais fatores de risco para estas patologias

Semana do Coração de 2010. Ações para prevenir a saúde cardiovascular/EFE/câmara Municipal de Lisboa

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Sexta-feira 07.09.2018

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Esta é a previsão dos especialistas da Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC) e da Fundação Espanhola do Coração (FEC), apresentada em um evento no hospital Clínico de Madrid.

Na semana do coração, com motivo do Dia Mundial que se celebra no próximo dia 29, Carlos Macaya, chefe do serviço de cardiologia do hospital; Jose Ramón González-Juanatey, presidente eleito da SEC, e Leandro Praça, presidente da FEC, coincidem no seu diagnóstico.

Portugal pode conseguir para dentro de doze anos de idade, reduzir em 25 % os óbitos que se devem a doenças cardiovasculares (30 %).

E os números podem prosseguir com medidas que influenciem sobretudo nas gerações mais jovens.

Medidas sobre a dieta para evitar a epidemia de obesidade que, de acordo com o doutor González-Juanatey, estamos assistindo no Brasil, especialmente em pessoas jovens.

Mas, além disso, outras iniciativas dirigidas aos grupos mais desfavorecidos, porque as doenças cardiovasculares “estão se concentrando em Portugal nos níveis socioeconômicos mais baixos”.

“São os que têm o estilo de vida mais deteriorado, comem pior, consomem mais sal, há menos atividade física e consomem mais”, de acordo com este especialista, que considera que este coletivo é onde é mais viável para reduzir a mortalidade.

A importância dos fatores de risco

Os especialistas incidem sobre a importância de conhecer os fatores de risco, pois se controlam se podem evitar 95 % a possibilidade de sofrer um ataque cardíaco.

O 71,3 % dos pacientes atendidos nos serviços de cardiologia espanhóis e 40% dos que o fazem em atenção primária são hipertensos, e quanto maiores são os valores de pressão arterial, maior o risco de desenvolver uma doença cardiovascular.

Além disso, um em cada dois adultos espanhóis tem as taxas de colesterol LDL elevados, acima dos 220 ml/dl, e os que têm níveis elevados de colesterol no sangue de 240 mg/md têm o dobro de risco de sofrer um infarto do que aqueles com menos de 200.

Mais do 36,6 % dos adultos, além disso, sofre de excesso de peso e mais de 17 % obesidade, e existe uma relação direta entre o índice de massa corporal (IMC) e mortalidade, porque quanto maior é, mais mortalidade, sobretudo por motivos cardíacos.

O sedentarismo também pode causar um dano importante ao sistema cardiovascular e acentua os efeitos dos outros fatores de risco; na Espanha, o 35,86 % dos homens e 46,6 das mulheres são sedentários.

O álcool desempenha um papel especial, pois seu uso excessivo pode causar graves efeitos e do impacto sobre a pressão arterial alta, e em Portugal o 4,54 % dos maiores de 15 anos o usa de forma intensiva pelo menos uma vez por mês.

A diabetes está também muito ligada a doenças cardíacas, já que os diabéticos são de duas a quatro vezes mais propensos a desenvolver estas patologias, e em Portugal mais de 4.500.000 pessoas sofrem de diabetes tipo 2.

O tabaco, o pior de tudo

Não obstante, se há algo determinante é o tabaco, porque a incidência de doença coronariana em fumantes é três vezes maior do que no resto da população, um dado que deve ter em conta o 26,9 % dos espanhóis que fuma diária ou ocasionalmente.

A possibilidade de ter uma doença do coração é proporcional à quantidade de cigarros fumados por dia e ao número de anos em que se mantém este hábito nocivo.

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