“Regeneração celular, poluição e evitar mortes cardíacas”

DR. CARLOS MACAYA MIGUEL / GREGORIO DO ROSÁRIO / DAVID TAMANHO | Gregorio Do RosarioViernes 11.05.2018

Regenerar o coração com a elasticidade da matriz extracelular

Pesquisadores do Centro de Medicina Regenerativa (CMR) de Barcelona (Espanha) descobriram que a regeneração do coração, não depende apenas das células cardíacas, mas a rigidez de seu ambiente celular, o que abre uma nova janela de pesquisa para tratar os acidentes vasculares cerebrais e a regeneração do coração.

A pesquisa, realizada com ratos recém-nascidos e publicada na revista ‘Science Advances’, contou com a colaboração do Instituto de Bioengenharia da Catalunha (IBEC), e a Universidade de Barcelona (UB).

Até agora, os cientistas haviam associado a capacidade de regeneração das células do coração, os osteoblastos, a sua capacidade de proliferar, já que estudos anteriores haviam descoberto que os ratos recém-nascidos são capazes de regenerar o coração na sequência de uma lesão, enquanto que perdem esta capacidade quando cumprem uma semana de vida.

Por este motivo, acredita-se que a capacidade de regeneração se devia a que células cardíacas ainda estavam em fase de desenvolvimento. No entanto, agora, pela primeira vez, os pesquisadores do MRC foi avaliada experimentalmente a capacidade de regeneração do mouse diante de uma amputação do tecido cardíaco em 24 horas para os nove dias após o nascimento.

Os pesquisadores fizeram a análise transcriptómico e mecânico do coração às 24 e 48 horas de nascer e a principal diferença observada foi um aumento significativo da rigidez da matriz extracelular, que rodeia os osteoblastos, dois dias depois de nascer.

“Nossos resultados sugerem que a composição e a rigidez da matriz extracelular são um mecanismo limitante em relação à capacidade de regeneração do coração, em mamíferos -aponta Notari em seu artigo-. Agora começamos a entender que a matriz extracelular desempenha um papel importante no comportamento das células-tronco e suas aplicações terapêuticas em medicina regenerativa”.

Esta descoberta abre uma porta de otimismo de lado o desenvolvimento de novas terapias para doenças cardiovasculares baseadas em medicina regenerativa. Assim, a longo prazo, a diminuição da rigidez do microentorno celular pode se tornar uma forma de tratar patologias cardiovasculares.

A poluição mata mais de sete milhões de pessoas

Nove de cada dez pessoas no mundo respiram ar poluído, o que faz com que 7 milhões de pessoas morrem anualmente por causas diretamente relacionadas com a poluição, assegura a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O mais dramático é que os números estabilizaram. Que apesar dos progressos alcançados e os esforços em andamento, ainda a imensa maioria da população mundial, 92%, respira ar poluído em alguns níveis muito perigosos para a saúde”, informou a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira.

A poluição ambiental é o maior desafio para a saúde pública: de acordo com as investigações da organização, os níveis de poluição têm se mantido estáveis nos últimos seis anos, com pequenas melhorias na Europa e as Américas.

A OMS considera que a poluição é um fator de risco essencial em muitas doenças não transmissíveis: está diretamente relacionada com 24% das mortes por doenças cardíacas; 25% das mortes por apoplexias; 43% dos óbitos por obstrução das vias respiratórias; e 29% dos óbitos por câncer de pulmão.

O infarto do miocárdio, causa número 1 de morte em países como o México

As doenças cardiovasculares causam 54% das mortes anuais no México, mas podem ser evitadas consequências graves se as emergências são atendidas nas primeiras seis horas.

“Por exemplo, no caso de um infarto, se começa a ter dor de peito, há que chegar ao hospital antes de seis horas, o mesmo se há algo nas pernas e cérebro, para evitar problemas graves”, destaca Raul Izaguirre Ávila, chefe do Departamento de Hematologia do Instituto Nacional de Cardiologia Ignacio Chávez.

As causas são diversas, mas os principais fatores de risco são o tabagismo, o sedentarismo e os lípidos elevados (LDL-colesterol) no caso de trombose arterial

Na trombose, inflamação, infecções, ficar muito tempo em repouso em uma cama, pode formar coágulos nas veias das pernas e podem se romper, chegar ao pulmão e de não ser atendidas a tempo, provocar até a morte.

Esse problema pode ocorrer em qualquer idade, pois ainda há fatores de risco desde o nascimento: “Há situações hereditárias, a mais comum é a trombofilia hereditária, na qual existe um defeito na coagulação, e, por isso, o sangue coagula mais rapidamente”, diz Izaguirre Ávila.

Em contrapartida, os adultos com mais idade, os fatores de risco são a obesidade, a diabetes, o cancro, as fraturas e as cirurgias de abdômen: tudo isso pode desencadear trombose.

Em outros casos, como as arritmias do coração, que também podem causar trombose, existem tratamentos anticoagulantes para evitar que se formem os trombos ou coágulos.

Do mesmo modo, há que estar pendentes de alguns sinais de alerta: sinais de um infarto, inchaço na perna, se alguém começa a ficar com a boca desviada, se nota que fala mal, diz incoerências ou se paralisa metade do corpo. É o momento de recorrer a um hospital.

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