Testam um fármaco que inibe o desenvolvimento do câncer de pulmão

O estudo, desenvolvido em ratos, foi publicado na revista científica Cancer Cell, que é liderado por investigadores do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO), e leva preparado um ensaio clínico em humanos

EPA/ERS

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Um grupo de investigadores espanhóis descriptografar uma das rotas moleculares utilizadas pelas células de câncer de pulmão e foi testado em ratos um fármaco que bloqueia e impede o crescimento do tumor, sem efeitos colaterais graves.

Estas são as principais conclusões de um estudo publicado na revista científica Cancer Cell, que é liderado por investigadores do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO).

Esta pesquisa em ratos, para a qual foram utilizadas técnicas de imagem molecular -permitem fazer o acompanhamento do tratamento sem sacrificar o animal-, leva consigo um ensaio clínico em humanos já em andamento em mais de uma dezena de pacientes, informou a Efe Antonio Maraver, primeiro signatário do artigo.

As células tumorais crescem e se disseminam

O câncer de pulmão é um dos cânceres mais graves -em Portugal, foram registrados mais de 20.000 mortes em 2010- e, apesar dos progressos nos últimos anos, “ainda não se conhecem com exatidão” os mecanismos que utilizam as células tumorais para crescer e se espalhar pelo organismo, de acordo com o CNIO.

Esta proteína foi identificada em 2004 como um mediador importante no desenvolvimento das leucemias e no final da década passada, descobriu-se que também participa do desenvolvimento de câncer de pâncreas e pulmão, o que a transformou em um foco ativo de investigação para combater essas doenças.

A novidade desta pesquisa, foi apontado Maraver, é ter descoberto que esta proteína coopera com o oncogene Ras, que é fundamental na formação deste tipo de tumores, e de ter verificado que um fármaco já existente também funciona sobre o câncer de pulmão.

Neste sentido, Maraver foi relatado que, a partir da constatação da relação entre Notch e Ras, decidiu-se analisar o efeito terapêutico em ratos de um tipo de medicamentos experimentais, que bloqueiam de forma eficiente Notch, chamados GSI.

“Depois de 15 dias de tratamento, os tumores de estes ratos deixaram de crescer sem efeitos secundários graves”, tem afirmado Maraver, que apontou que, embora este tipo de droga estão em fase experimental, o futuro do câncer de pulmão passa pela combinação de fármacos que ataquem vias concretas e distintas.

Uma dúzia de pacientes experimentam a droga

Os fármacos tipo GSI começaram a desenvolver-se há mais de 15 anos, quando se pensava que poderiam ser de utilidade para a doença de alzheimer.

Apesar de que se tem visto que não são eficientes para conter esta doença, a descoberta de que bloqueiam Notch despertou de novo o seu interesse entre a comunidade científica, de acordo com Maraver.

“Já temos tratado a uma dúzia de pacientes com um agente destinado a bloquear esta proteína e, apesar de ainda estamos ampliando o estudo, posso avançar que os resultados são muito promissores“, tem afirmado Hidalgo em uma nota.

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