Testes de diagnóstico, uma imagem vale mais que mil palavras

Praticamente todos os hospitais realizam dezenas de radiografias, ressonâncias magnéticas, tomografias, mamografias e scanners mas nós sabemos o que são e em que consistem estas provas diagnósticas?

EPA/MARTIN SCHUTT

Todos nós já esperado boas ou más notícias do médico enquanto observava uma imagem diante de uma potente luz branca. O que realmente se espera é um diagnóstico que o profissional de saúde chega através da utilização de uma fotografia do interior do nosso corpo. Este procedimento faz referência a testes de diagnóstico por imagem.

Durante mais de cem anos, as técnicas foram evoluindo, tanto no âmbito da medicina nuclear como no âmbito radiológico onde se diferenciam provas, como a ultra-sonografia e a ressonância magnética, que não usam radiação, e provas, como a radiografia, o scanner e a mamografia, que utilizam raios-X.

Uma imagem que pode salvar vidas

Quando você vai ao médico com dor em tudo o que se pensa é no desconforto que gera, esperando que o médico possa dizer “é isso, fica desde já o outro e você vai se sentir melhor”, destaca o doutor Moreira.

No entanto, encontrar a solução não é tão fácil, já que essa doença não vai associada a uma determinada prova, mas que “o médico seleciona a exploração de diagnóstico por imagem que quer em função da suspeita clínica que tenha”, afirma o radiologista pediátrico.

Os testes de diagnóstico por imagem em radiologia são:

Raio x: É uma técnica com a qual consegue-se obter um diagnóstico usando as tonalidades de cinza que se observam na imagem de uma determinada zona anatómica, ao colocar esta entre uma placa fotográfica e um emissor de uma quantidade mínima de radiação ionizante.

Embora “a imagem que as pessoas têm de raio x é o osso quebrado, isso é muito mais complexo”, pelo que a utilização deste teste depende daquilo que o médico queira observar, afirma Carlos Marín.

Ultra-som: depois de aplicar um gel frio transmissor, o transdutor ou instrumento que se encontra sobre a área a estudar, emite ondas de ultra-som, cujo eco é transformado por o computador em uma imagem bidimensional ou tridimensional.

Embora a ultra-sonografia é tradicionalmente associada aos controlos do feto durante a gravidez, também é o principal método de diagnóstico por imagem do coração ou uma das provas mais importantes para o estudo do cérebro dos recém-nascidos.

TAC, scanner ou tomografia computadorizada: nesta prova diagnóstica, os raios X são utilizados para gerar imagens transversais do nosso corpo, reconstruídas por poderosos computadores a partir de informações coletadas por receptores de radiação.

Como explica o radiologista pediátrico Carlos Marín, “são fatias de nosso corpo, como se nos cortarem pedras como uma mortadela”, com a intenção de observar várias patologias como câncer ou coágulos de sangue.

Ressonância magnética: normalmente, quando se realiza esta prova evita que o paciente possua qualquer elemento metálico, já que a ressonância magnética gera dezenas de imagens ou cortes de nossa anatomia, através da utilização de campos magnéticos e ondas de radiofrequência.

Essas imagens, que podem ser armazenados em um computador ou imprimir em um filme, são utilizadas “em muitas áreas da medicina, como em doenças neurológicas ou abdominais”, com a intenção de estudar grandes volumes e diferentes planos de uma determinada área do corpo, observa o doutor Moreira.

Mamografia: Esta técnica utiliza a radiação ionizante para observar possíveis patologias da glândula mamária por meio de uma imagem que se forma a partir da informação recolhida dos raios-X emitidos para um dos seios, situado entre duas placas plásticas.

Ao contrário das anteriores, a mamografia é um teste “focada principalmente no câncer de mama, os demais usos são praticamente marginais”, explica o radiologista pediátrico.

Submeter-se a estes testes, uma confiança informada

De acordo com suas suspeitas sobre a doença do paciente, o médico pode solicitar a realização de uma ou outra das provas de diagnóstico por imagem analisadas. No entanto, dentro das mesmas, aquelas que podem afetar a saúde do paciente através da utilização de radiação ionizante são a radiografia, o scanner e a mamografia.

Os efeitos probabilísticos destes testes, que implicam uma maior probabilidade de desenvolver câncer quanto maior seja a radiação recebida, não podem fazer esquecer os seus benefícios, que podem melhorar a saúde do paciente e até mesmo salvar-lhe a vida, em troca de uma dose mínima de radiação.

Embora a relação entre o risco e o benefício é muito favorável, as complicações podem aumentar no caso de mulheres grávidas, que devem assinar um consentimento informado antes de submeter-se aos testes de diagnóstico por imagem com radiação, e, no caso das crianças, onde se busca a utilização da menor dose de radiação possível, sob os princípios de justificação e otimização.

De acordo com o que se queira observar, exames, como a ressonância magnética, ultra-som ou o scanner pode não servir sem a utilização de contraste, isto é, sem a ingestão por via oral, bexiga ou intravenosa de uma substância cuja composição e resultado são diferentes em função da prova.

No entanto, dentro do complexo mundo farmacológico dos contrastes, os que mais preocupam são as soro devido à sua probabilidade de gerar reações indesejáveis. Embora esta possibilidade é muito baixa, o paciente tem que assinar um consentimento informado, “especialmente se você já teve um antecedente de reação alérgica ao mesmo contraste”, afirma o doutor Moreira.

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