Vivacidade de atuação, crucial para a mão de Bruno Sombria

Bruno Sombria nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. EFE/EPA/SRDJAN SUKI

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Bruno Sombria sofreu ontem um acidente de trânsito em Madrid e foi operado cirurgicamente por fortísimas lesões em sua mão direita. Fontes do Hospital 12 de Outubro, onde intervieram, são garantiu hoje que “evolui favoravelmente“.

Após o acidente, o agente do atleta, Alberto Armas, confirmou que a mão não corre risco de amputação. “Tem várias fraturas em alguns dedos e um tendão rompido, além de perda de massa muscular, mas não corre risco de mão”, declarou.

Foi realizado uma limpeza de todas as áreas afetadas com previsão ‘Bom’. “A mão, a parte mais afetada, se a tenham recuperado os extensores do 2º ao 5º dedo”, informou rapidamente Alberto Arma no twitter.

EFEsalud entrevistou a doutora Marta Guillén, traumatóloga chefe da Unidade de Mão e Membro Superior da Clínica Cemtro, para saber como será a evolução de uma lesão como esta. Esta especialista acredita que, embora a recuperação seja longa não tem porque afectar o seu futuro como atleta do atletismo.

Como é a lesão

Marta Guillén diz que é complicado dar uma opinião mais precisa”, quando os dados são imprecisos e se “não está ao cargo do caso”.

De acordo com a informação obtida, trata-se de “uma lesão de extensão , onde puderam reparar em um dos dedos”. São medidas produzidas por “trauma e por abrasão e impacto” que faz referencia tanto “o osso como as partes moles”.

“No caso da mão, uma lesão óssea não tem reparação possível se você não tem uma cobertura cutânea boa; eu acho que de início é o que foi tentado”, explica.

Acrescenta que às vezes faz falta “fazer cirurgias em vários tempos”, pois a cobertura da pele inicial “pode não ser suficiente”, há que esperar que ocorra “o tecido de granulação para ver o que enxertos há que fazer depois”.

“Quando não corre risco, é porque tem um bom enchimento vascular, que é crucial. Se não há enchimento vascular, uma mão perde a capacidade de cicatrizar”, afirma a doutora.

Cura da mão

A traumatóloga diz: “Se há uma boa cobertura sangüínea, um bom enchimento vascular, o primeiro é que cicatricen das partes moles”. Afirma que se recompõe normalmente “o que você vê reparável no momento da ruptura (porque são lesões abertas) e ver se tem um bom fecho de pele”.

Em seguida deve-se esperar -explica – a que não haja “sobreinfecciones para fazer em um segundo tempo, os retalhos de cobertura ou as transposiciones de tendões”.

Evolução

Guillén expõe que um dos problemas da evolução desta lesão é o de que “a fratura óssea passe para segundo plano”, e é importante para “a função final da mão”.

“Se não se consegue que todos os tendões e extensores deslizem e façam uma função, a mobilidade se perde de alguma forma. A face dorsal da mão é muito sensível a escoriações, pois os tecidos são muito superficiais”, acrescenta.

Deve-Se esperar com uma “cobertura antibiótica (com curas regulares frequentes) para ver “como é que se vai produzindo o preenchimento”.

Em relação à mobilidade, depende do tipo de lesões musculares e das articulações que se estraguem, mas assegura que “é comum que se perca algo de mobilidade, o que não quer dizer que esta mobilidade perdida, não possa ser compensada de alguma forma”.

Tempo de recuperação

A especialista afirma que são lesões longas no tempo e que “a evolução vascular que ocorre nas primeiras semanas é o que mais ajuda o prognóstico”.

“A cobertura do início é a que permite uma mobilização mais precoce e a mão sempre é importante para a função final”.

O tempo também depende do número de cirurgias a que há que submeter à mão”; com o passar do tempo “há pessoas que podem perder a cobertura ou necrosar”, e deve-se fazer coberturas “para substituir esses tecidos”.

Reabilitação

A reabilitação tem que ser “o mais precoce possível para manter a mobilidade”, sempre que se tenha a cobertura cutânea suficiente, porque “se a mão está aberta não deve se mover porque não cicatrizaría da pele”.

Dependendo do que ruptura e de que ossos são afetados, você pode “permitir mobilidade ou esperar para ter estabilidade” para poder agir.

Como pode afetar a sua profissão

“Não tem nada que ver uma lesão na mão para um atleta de sua modalidade”, garante a especialista. Diz que só pode ter alguma repercussão “o contrato que você possa ter em sua preparação física” e que, a longo prazo “que se pode retomar a sua actividade”.

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